O icônico Gol, da Volkswagen, completou 45 anos de estrada em 2025. Foi o carro mais produzido, vendido e exportado na história do setor automotivo brasileiro. Foram mais de 8 milhões de unidades comercializadas. O Gol foi líder de vendas por 27 anos seguidos.

Foto: Volkswagen/Divulgação
Lançado nas versões básica e L, ambas com motor 1.3 de 42 cavalos arrefecido a ar (derivado do Fusca), o Gol se posicionava entre o Brasília e o Passat. Mal havia chegado ao mercado e, já em 1981, as versões S e LS embalavam um novo motor 1.6, também a ar, mas com dupla carburação e 51 cavalos.
Foram dezenas de modelos e versões até que, em 23 de dezembro de 2022, a Volkswagen encerrou a produção do Gol após 42 anos ininterruptos. Ultimamente o Gol era produzido na unidade de Taubaté, em São Paulo, e foi substituído pelo Polo Track.

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Veja 10 curiosidades sobre o Gol
Estepe no motor – Todos os modelos 1.3 “a ar” e alguns 1.6 também a ar tiveram o estepe alocado dentro do compartimento do motor. Com a chegada dos motores arrefecidos a água, o estepe foi realocado no porta-malas.
Pai de família – O Gol derivou uma família de modelos VW, revelando derivados que tomaram seus próprios caminhos e protagonismos, como o Voyage, a Saveiro e a Parati.

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Gol GT – O primeiro Gol esportivo, GT, lançado em 1984, já trazia motor 1.8 com quase 100 cavalos de potência máxima, mas ainda era equipado com câmbio de quatro marchas. A transmissão de cinco marchas entra na linha Gol em 1985, tanto para o GT quanto para as versões “S” e “LS”.
Painel satélite – Em 1987 veio a primeira reformulação estética, trazendo novos conjuntos óticos dianteiros e traseiros, novo capô do motor e nomenclaturas revistas (CL, GL e GTS), marcando o Gol como o carro mais querido do Brasil. A curiosidade, no entanto, é que o externo do carro evoluiu e o interno seguiu as mesmas linhas do modelo anterior 1986. O interior revisto, com o famoso painel satélite, novos acabamentos de painel de portas e bancos, surgiria no modelo 1988.
Injeção eletrônica – No final de 1988, já como modelo 1989, o Gol GTi inaugura de fato a era da injeção eletrônica no Brasil. Mas o sistema era analógico, tanto os comandos dos bicos injetores quanto da ignição. Claro que se comparado com os carburadores da época, o GTi era um show de tecnologia, referência de performance e até de baixo consumo de gasolina.
Veloz e geladinho – No lançamento do Gol GTi, algumas raras unidades foram equipadas com ar-condicionado de fábrica. Isso porque na época ninguém queria carro esportivo com a função, já que o equipamento “roubava” potência do motor. Hoje, eles são ainda mais raros.
Direção assistida – Outro luxo, e hoje um equipamento praticamente de série em todos os veículos, a direção assistida chega na linha Gol (e nas versões topo de linha) somente em 1994. E quase ninguém queria também, tornando estes modelos também desejo dos colecionadores.
Em dobro – O Volkswagen Gol se torna tão querido no Brasil que se dá ao luxo de ter duas versões esportivas convivendo, o GTS e o GTi.

Foto: Volkswagen/Divulgação
Velocidade máxima – O Gol GTi 16V se torna em 1996, o primeiro Volkswagen original de fábrica a superar a marca de 200 km/h de velocidade máxima.
Flex – Em 2003 o Gol inaugura a era dos carros flexíveis no Brasil e no mundo. Trazendo motor 1.6, ele tinha capacidade de queimar gasolina e/ou etanol em quaisquer proporções.
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