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ATÉ DESMATAMENTO

A pedido de Trump, práticas comerciais "injustas" do Brasil serão investigadas pelos Estados Unidos

De serviços de pagamento eletrônico, como o Pix, a desmatamento estão entre os alvos do Escritório do Representante Comercial dos EUA

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Publicado em: 16/07/2025 às 10h:21 Última atualização: 16/07/2025 às 10h:23
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Uma semana após o presidente Donald Trump anunciar tarifa de 50% para o Brasil, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) começou uma investigação sobre o Brasil, nos termos da Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, de acordo com comunicado distribuído pelo órgão na noite desta terça-feira (15).

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Donald Trump | abc+



Donald Trump

Foto: Molly Riley/Fotos Públicas

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A apuração investigará “se atos, políticas e práticas do governo brasileiro são irracionais ou discriminatórios e oneram ou restringem o comércio dos EUA”.

Serão investigados:

  • Comércio digital e serviços de pagamento eletrônico;
  • Tarifas preferenciais injustas;
  • Interferência anticorrupção;
  • Proteção da propriedade intelectual;
  • Acesso ao mercado de etanol;
  • Desmatamento ilegal.

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Conforme estabelecido no aviso do Registro Federal, a investigação se refere a uma série de práticas comerciais, incluindo:

  • COMÉRCIO DIGITAL E SERVIÇOS DE PAGAMENTO ELETRÔNICO: o Brasil pode prejudicar a competitividade de empresas americanas que atuam nesses setores, por exemplo, retaliando-as por não censurarem discursos políticos ou restringindo sua capacidade de prestar serviços no país;
  • TARIFAS PREFERENCIAIS INJUSTAS: o Brasil concede tarifas preferenciais mais baixas às exportações de certos parceiros comerciais globalmente competitivos, prejudicando assim as exportações dos EUA;
  • APLICAÇÃO ANTICORRUPÇÃO: a falha do Brasil em aplicar medidas anticorrupção e de transparência levanta preocupações em relação às normas relativas ao combate ao suborno e à corrupção;
  • PROTEÇÃO DA PROPRIEDADE INTELECTUAL: o Brasil aparentemente nega proteção e aplicação adequadas e eficazes dos direitos de propriedade intelectual, prejudicando trabalhadores americanos cujos
    meios de subsistência estão vinculados aos setores norte-americanos impulsionados pela inovação e criatividade;
  • ETANOL: o Brasil abandonou sua disposição de oferecer tratamento praticamente isento de impostos para o etanol dos EUA e, em vez disso, agora aplica uma tarifa substancialmente mais alta às exportações de etanol dos EUA; e
  • DESMATAMENTO ILEGAL: o Brasil parece não estar aplicando efetivamente as leis e regulamentações destinadas a impedir o desmatamento ilegal, prejudicando assim a competitividade dos produtores americanos de madeira e produtos agrícolas.

Com informações de Estadão.

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