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AVIAÇÃO

Acidente na Índia é o primeiro com morte envolvendo o Boeing 787 Dreamliner

Modelo está em operação há 15 anos e é apontado como bem-sucedido e absolutamente confiável; são quase 1,2 mil unidades em operação

Igor Henrique Muller
Publicado em: 12/06/2025 às 14h:05 Última atualização: 12/06/2025 às 14h:50
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O acidente aéreo que matou quase 300 pessoas nesta quinta-feira (12), na Índia, é o primeiro fatal envolvendo um avião da família Boeing 787 Dreamliner. O modelo está em operação no mundo há 15 anos e é apontado como bem-sucedido e absolutamente confiável.

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Boeing 787-8 é o menor da família Dreamliner, em operação há 15 anos | abc+



Boeing 787-8 é o menor da família Dreamliner, em operação há 15 anos

Foto: Boeing/Divulgação

O avião que caiu logo após a decolagem tinha prefixo VT-ANB e era do modelo 787-8, o menor dos três que compõem a família Dreamliner. Os outros são o 787-9 e o 787-10. Ao todo, existem hoje 1.189 jatos desta família em operação no mundo, sendo a maioria (670) do modelo 787-9. No Brasil, somente a Latam opera voo doméstico com o Dreamliner.

Em operação desde fevereiro de 2014

O Boeing 787-8 envolvido no acidente desta quinta-feira teve a fabricação concluída em dezembro de 2013 e foi entregue à companhia Air India em janeiro de 2014, onde operava desde então. O primeiro voo comercial foi em 7 de fevereiro daquele ano. Tinha, portanto, 11 anos e quatro meses de uso.

Em novembro de 2019 o avião deixou de operar devido à queda na demanda provocada pelas primeiras restrições impostas com o avanço da pandemia de Covid-19. Meio ano depois, no entanto, voltou a operar normalmente.

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Plataformas de rastreamento de voo indicam que o VT-ANB cumpriu voos normalmente antes do acidente. Entre quarta e quinta-feira esteve em Paris (França) e Nova Déli (Índia). No momento do acidente o 787-8 cumpria o voo AI-171, que tinha Londres como destino.

O mais moderno avião da Boeing

O 787 Dreamliner é o mais moderno avião widebody (fuselagem larga) da Boeing em operação comercial no mundo. Segundo a fabricante, tem 57 metros de comprimento, 60 metros de envergadura e 17 metros de altura.

O modelo alcança 13,5 mil quilômetros e o peso máximo na decolagem é de 227,9 toneladas, parâmetro que pode ter pequenas variações conforme a configuração do avião e as características do voo. Os motores são do modelo GEnx-1B, igualmente com tecnologia de ponta.

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Entre as principais características da família Dreamliner percebidas pelos passageiros estão a cabine maior e mais silenciosa, a iluminação especial, os enormes compartimentos superiores para malas de mão e as janelas maiores e que escurecem somente com um toque.

Histórico de incidentes

Embora o acidente desta quinta-feira tenha sido o primeiro fatal envolvendo um Boeing 787 Dreamliner, há registros de incidentes com o modelo. O primeiro é de janeiro de 2013, quando houve vazamento de combustível em um avião da Japan Airlines (JAL).

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No dia seguinte, seis aviões do modelo usados pela United Airlines, dos Estados Unidos, apresentaram problema na fiação instalada junto às baterias centrais e o Conselho Nacional de Segurança dos Transportes dos EUA (NTSB, na sigla em inglês) abriu uma investigação de segurança.

Ainda em 2013, a Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA, na sigla em inglês) fez uma ampla revisão em pontos críticos do modelo e não apontou falhas, reafirmando a confiabilidade do jato.

Princípio de incêndio enquanto estava parado

Naquele mesmo ano, um Boeing 787 Dreamliner da Ethiopian Airlines sofreu um princípio de incêndio enquanto estava parado no Aeroporto de Heathrow, mas logo as chamas foram controladas. A investigação apurou que o incêndio teria sido causado por baterias de dióxido de lítio-manganês que alimentavam um transmissor localizador de emergência (ELT).

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Em 2016, um motor General Electric GEnx-1B usado em um Dreamliner sofreu danos e perda de potência irrecuperável enquanto voava a uma altitude de 20 mil pés. Os danos teriam sido causados por um desequilíbrio resultante do desprendimento de gelo acumulado no próprio fan.

Em 2021, um Boeing 787-8 da British Airways sofreu colapso do trem de pouso dianteiro no Aeroporto de Heathrow, em Londres, enquanto estava parado. A aeronave acabou ficando apoiada sobre o nariz. Naquele momento o avião estava sendo carregado com carga e não passageiros

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O caso envolvendo a Latam

Em março de 2024, um 787 Dreamliner da Latam sofreu queda repentina de altitude enquanto ia de Auckland (Nova Zelândia) para Santiago (Chile). Cinquenta pessoas ficaram feridas, sendo 12 em estado grave.

As investigações preliminares apontaram para uma possível falha em um interruptor localizado na parte de trás do assento do comandante. Ao tocar acidentalmente nesse interruptor, uma comissária de bordo fez o profissional se mover repentinamente, tocando acidentalmente no manche.

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