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HISTÓRICO

Aprovada criação de zona de livre comércio entre União Europeia e países do Mercosul

Presidente da Comissão Europeia viajará ao Paraguai na próxima segunda-feira (12) para formalizar assinatura do tratado comercial

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Publicado em: 09/01/2026 às 08h:40
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Países da União Europeia aprovaram nesta sexta-feira (9) o acordo de livre-comércio com o Mercosul, superando resistências da França e do setor agrícola europeu. O tratado, negociado desde 2000, criará uma zona comercial que abrangerá 720 milhões de consumidores e economias que somam US$ 22,3 trilhões em PIB.

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Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião bilateral com a Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen | abc+



Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião bilateral com a Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen

Foto: Ricardo Stuckert / PR

A aprovação ocorreu durante reunião de embaixadores dos 27 Estados-membros em Bruxelas. Segundo informações do jornal O Globo, com este avanço, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, viajará ao Paraguai na próxima segunda-feira (12) para formalizar a assinatura do acordo.

O Paraguai exerce atualmente a presidência rotativa do Mercosul, bloco que inclui também Brasil, Argentina e Uruguai. A aprovação europeia acontece após intensas negociações diplomáticas para superar resistências de alguns países do bloco.

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Em dezembro, uma tentativa anterior de assinatura foi adiada quando o presidente francês Emmanuel Macron e a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni recusaram apoiar o texto sem garantias adicionais para o setor agrícola europeu.

Para amenizar o impacto sobre os produtores rurais, a UE anunciou o adiantamento de até 45 bilhões de euros em subsídios previstos no próximo orçamento da Política Agrícola Comum (PAC). O valor total garantido da PAC soma 293,7 bilhões de euros.

Esta medida foi suficiente para que a Itália retirasse suas objeções ao acordo. Na quarta-feira (7), ministros da Agricultura da UE se reuniram para discutir medidas de reforço ao apoio aos produtores rurais europeus, que manifestaram preocupação quanto à competição com produtos do Mercosul.

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O acordo beneficiará consumidores e empresas dos países que integram ambos os blocos econômicos. Ainda não foram divulgados detalhes sobre quando o acordo entrará efetivamente em vigor, nem sobre os procedimentos de ratificação necessários em cada país membro.

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