Com a morte do papa Francisco, a Igreja Católica começa a organizar o protocolo que definirá o novo pontífice. A cerimônia, denominada conclave, tem data marcada: se inicia na próxima quarta-feira (7) e não tem prazo para se encerrar. A tendência, todavia, é de o ritual não seja muito longo. As duas últimas votações, que escolheram Bento XVI e Francisco, levaram dois dias. Se isso se repetir esse ano, deveremos conhecer o novo papa ainda essa semana.
Como funciona o Conclave:
Durante o período escolha, os cardeais ficarão fechados no Vaticano, sob o juramento de guardar segredo absoluto sobre todo o processo. A eleição ocorrerá na Capela Sistina e será finalizada quando algum cardeal atingir dois terços dos votos: 89 votos ou mais.
Se ninguém atingir esse número, uma nova votação será realizada. Podem ocorrer no máximo quatro eleições por dia, duas pela manhã e duas pela tarde. Uma pausa de 24 horas para orações pode ser convocada se, ao final de três dias, ninguém for definido como novo papa. Outras interrupções podem ocorrer ao final de sete rodadas de votações.
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Conforme as regras do conclave, para participar efetivamente do processo, além de ser um cardeal com direito a voto, tem de se ter menos de 80 anos. Com isso, o número de votantes fica em 133 cardeais – sete são brasileiros. Além de votar, eles são os únicos que podem ser votados: ou seja, o novo papa sairá deste seleto grupo de votantes.
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As cores da fumaça
Ao final de cada rodada de votação, todas as cédulas utilizadas no processo são queimadas e a fumaça sai pela chaminé da Capela Sistina. Se ninguém tiver sido escolhido, substâncias químicas são misturadas para que a fumaça apareça com a coloração preta. Se houver um eleito, apenas as cédulas serão queimadas, tornando a fumaça branca.