Bombeiros combatem há mais de 24 horas um incêndio que atinge o complexo habitacional Wang Fuk Court, no bairro de Tai Po, em Hong Kong. O fogo começou às 14h de quarta-feira (26) no horário local, equivalente às 3h da manhã em Brasília. Até o momento, 65 mortes foram confirmadas, tornando-se o desastre mais letal da história da região.

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As chamas atingiram sete dos oito edifícios do complexo. Conforme reportagem do Metrópoles, equipes de emergência conseguiram extinguir completamente o fogo em quatro prédios, enquanto nos outros três o incêndio está sob controle, mas ainda ativo.
Materiais inflamáveis utilizados na reforma do condomínio contribuíram para a rápida propagação das chamas. O complexo passava por obras desde julho de 2024 e estava coberto por andaimes de bambu e tela verde quando o fogo começou nos andaimes e se espalhou pelos edifícios.
Segundo o South China Morning Post, além dos mortos, 62 pessoas permanecem presas em apartamentos, 76 foram hospitalizadas – das quais 43 estão em estado crítico ou grave – e 280 moradores estão desaparecidos.
O Wang Fuk Court abriga aproximadamente 4 mil pessoas distribuídas em mais de 2 mil apartamentos. Investigações revelaram que um tipo de isopor altamente inflamável cobria as janelas dos elevadores, e as telas e lonas de proteção utilizadas na reforma estavam fora dos padrões de segurança.
“Temos razões para acreditar que os responsáveis da empresa foram gravemente negligentes, o que levou a esse acidente e permitiu que o fogo se espalhasse de forma incontrolável, causando muitas mortes”, afirmou a superintendente Eileen Chung, conforme reportagem do South China Morning Post.
Três pessoas foram presas por homicídio culposo nesta quinta-feira (27). As autoridades ainda não têm previsão de quando o incêndio será completamente extinto nos três edifícios onde as chamas permanecem controladas.
A secretária de Habitação, Winnie Ho Wing-yin, informou que o governo está oferecendo assistência aos moradores afetados. Mais de 1.400 unidades habitacionais temporárias em diferentes bairros da cidade foram disponibilizadas para acomodar as famílias desalojadas.
Este incêndio supera a tragédia do edifício Garley, que resultou em 41 mortes em 1996, e se torna o mais mortal da história de Hong Kong.