Um estudo genético revelou que Leonardo da Vinci não apenas tem descendentes vivos, como mais de um. A pesquisa estuda a árvore genealógica do artista.

Foto: WikimediaCommons/Reprodução
No total, Leonardo da Vinci tem seis descendentes vivos, conforme a pesquisa. Segundo a agência Ansa, a análise revelou que partes do cromossomo Y, usadas para reconhecimento individual, coincidem entre si. Isso confirma a continuidade genética da linhagem masculina do gênio renascentista pelo menos a partir da 15ª geração.
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A atualização mais recente soma mais de 30 anos de pesquisa e pode ser encontrada no volume Genìa Da Vinci.
A obra, editada pelo fundador do Museu Ideal Leonardo Da Vinci, Alessandro Vezzosi, e pela presidente da Associazione Leonardo Da Vinci Heritage, Agnese Sabato, documenta a árvore genealógica da família desde antes do nascimento de Da Vinci e abrange 21 gerações, envolvendo mais de 400 indivíduos.
Após uma análise dos documentos, os autores identificaram 15 descendentes masculinos em linha direta, parentes atuais, genealogicamente, do pai e meio-irmão do artista.
Com isso, David Caramelli, presidente do Sistema de Museus da Universidade de Florença e coordenador de projeto de aspectos antropológicos e moleculares, e Elena Pilli, antropóloga forense, submeteram seis deles a testes de DNA, que mostraram a continuidade genética da linhagem masculina da família Da Vinci.
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Também foi confirmada a existência de um possível túmulo familiar na Igreja de Santa Croce, em Vinci, na Itália. Presume-se que o avô de Da Vinci e alguns de seus meio-irmãos estejam enterrados lá. Atualmente, o local é objeto de escavações arqueológicas conduzidas em colaboração com a Universidade de Florença.
Os pesquisadores afirmam que irão comparar o DNA dos restos mortais com pessoas que são consideradas descendentes vivos de Leonardo da Vinci.