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Secretário diz que EUA responderão adequadamente a "essa caça às bruxas", após condenação de Bolsonaro

Mais cedo, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que estava surpreso com o resultado do julgamento

Publicado em: 11/09/2025 às 20h:09 Última atualização: 11/09/2025 às 21h:37
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O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou nesta quinta-feira que os Estados Unidos responderão adequadamente a “essa caça às bruxas”, uma referência à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

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Secretário de Estado americano, Marco Rubio | abc+



Secretário de Estado americano, Marco Rubio

Foto: The White House

“As perseguições políticas do violador de direitos humanos sancionado Alexandre de Moraes continuam, já que ele e outros membros do Supremo decidiram injustamente prender o ex-presidente Jair Bolsonaro”, escreveu Rubio na rede X.

O chefe da diplomacia americana usou a mesma expressão “caça às bruxas” já empregada antes por Trump e pelo Departamento de Estado para se referir à ação penal sobre a tentativa de golpe no Brasil.

Minutos antes de Rubio, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que estava surpreso com o resultado do julgamento e comparou a situação de Bolsonaro à dele próprio. Trump foi processado por causa da invasão ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021, mas não chegou a ser julgado pela insurreição.

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A Suprema Corte americana garantiu imunidade parcial a ele, exceto a atos não oficiais. As quatro ações – por conspiração e obstrução – foram retiradas pela acusação após sua eleição em novembro de 2024, por causa do impedimento legal de processar um presidente no exercício do cargo.

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“É muito parecido com o que tentaram fazer comigo, mas não conseguiram de forma alguma. Eu só posso dizer isso. Eu o conhecia como presidente do Brasil. Ele era um bom homem. E eu não vejo isso acontecendo”, afirmou Trump, antes de embarcar no helicóptero oficial para um jogo de beisebol em Nova York. “Eu assisti a esse julgamento. Eu o conheço muito bem. Um líder estrangeiro, sei que foi um bom presidente do Brasil. É muito surpreendente que isso possa ter acontecido.”

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Autoridades do Palácio do Planalto, no entanto, aguardam novas ações punitivas. Eles especulam que as medidas possam recair sobre o âmbito comercial entre os países ou agentes públicos do Supremo e do Executivo, na esfera financeira (Lei Magnitsky) ou pessoal (vistos), inclusive a familiares.

Outro risco já mapeado são sanções secundárias ao País motivadas pela compra de diesel russo, como ocorreu com a Índia. Houve ainda um indicativo de que o Tesouro americano poderia apertar o cerco a instituições financeiras brasileiras – semanas atrás o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac) questionou os bancos que operam nos EUA sobre providências para aplicar a sanção a Moraes.

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Quando impôs o tarifaço de 50% sobre a pauta de exportações brasileiras, Trump se referiu ao processo penal do golpe como uma “caça às bruxas” e exigiu que fosse “imediatamente” abandonado. Segundo o republicano, a ação criminal seria uma “vergonha internacional”.

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Representantes do governo Trump indicaram a interlocutores do Brasil nas últimas semanas que há um “impasse” e que a questão de fundo é “política”. Eles também reiteraram publicamente, por meio do Departamento de Estado, que haveria novas medidas em razão do que consideram perseguição a Bolsonaro.

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A avaliação no governo Lula é que existe um viés ideológico nas ações da chancelaria americana, que tem interlocução direta com bolsonaristas.

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