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OPINIÃO

IVAR HARTMANN: Nunca visto no Brasil

Salvo nos costumes criados nestes tempos de Brasília, a capital nacional da corrupção

Ivar Hartmann - Colunista | abcmais.com
Publicado em: 12/03/2026 às 07h:00 Última atualização: 11/03/2026 às 18h:13
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Fui advogado, juiz e promotor de justiça. Várias décadas de convívio com a justiça e sua aplicação. Para facilitar ao leitor leigo: juiz de direito e promotor de justiça são carreiras paralelas, que só têm em comum o Fórum ou Tribunal. Nenhum vínculo ou dependências, fora o trato de processos que tramitam pelas mãos de um, de outro e dos advogados. Pois nestas décadas acompanhando a nossa justiça, nunca vi nenhum juiz chamar a atenção de um promotor. Ou vice-versa.

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Salvo nos costumes criados nestes tempos de Brasília, a capital nacional da corrupção. Com membros de todos partidos, e cargos, associados por amizades, parentescos e compadrios. Quando os desvios do Banco Master já passam dos 51 bilhões de reais, é lógico que atinjam o PT e sua cúpula, mas também outras cúpulas e senadores e deputados. Para comparação: nos 26 Estados brasileiros, de 20 a 22 unidades da federação têm orçamento menor que R$ 51 bilhões. Dá para avaliar a quantia de dinheiro desviado no esquema do Vorcaro. O escândalo do INSS? R$ 6,3 bilhões desviados. Pouquinho, não é?

Nestes esquemas de Brasília, em que até o Lula saiu solto, temos agora que o ministro do Supremo, André Mendonça, que assumiu o caso Master, chamou a atenção do procurador-geral da República, Paulo Gonet, chefe dos Procuradores da República, dizendo, na ordem de prisão de Vorcaro e dos demais alvos da Polícia Federal nesta semana, que o procurador ignorou a gravidade e a urgência dos fatos apontados pela PF. Protelou para ganhar tempo. Gonet é ex-sócio de Gilmar Mendes, amicíssimo de Alexandre de Moraes, cuja mulher é advogada de Vorcaro. Brasil!

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