A jovem de 18 anos que faleceu devido a um acidente na RS-239 nesta segunda-feira (13), em Campo Bom, não deixou apenas a juventude de maneira precoce e trágica mas também uma linha partida de sonhos não realizados e a família que terá que lidar com a saudade daqui em diante.

Foto: Reprodução/Redes Sociais
A madrinha da jovem, Marlize Stein, de 53 anos, revelou ao ABCmais a ultima conversa que teve com Priscila. No relato, a jovem conta a madrinha que estava no segundo módulo do curso de técnica de enfermagem — que cursava na Escola Técnica de Novo Hamburgo – Seg — e tinha conseguido um novo estágio.
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“Minha amiga de curso trabalha em um lar de idosos e tem contatos, um senhor acabou internando e eu estou cuidando dele no período da tarde, é muito diferente do que eu fazia antes, mas eu gosto de cuidar”, descreveu Marlize as palavras de Priscila no último contato que tiveram alguns dias antes da tragédia.
O acidente
Priscila Macedo iria completar 19 anos no dia 25 de julho, mas, doze dias antes de celebrar sua vida teve ela ceifada enquanto dirigia uma moto do modelo Yamaha MT-03. Ela trafegava na na RS-239 quando um Chevrolet Tracker, conduzido por um idoso de 81 anos, teria atravessado a frente de Priscila para fazer o retorno, a moto colidiu com o carro.
A menina ficou em estado grave, foi internada no Hospital de Sapiranga, onde veio a óbito.
Sonhos roubados
Nas palavras da madrinha, Priscila era uma menina forte, tinha perdido a mãe em junho de 2024, com apenas 17 anos. “Era uma menina batalhadora, querida e o sonho dela era ser médica cardiologista”, quando ocorreu o acidente, a jovem estava indo pra casa trocar de roupa e pegar o jaleco que mandou arrumar e voltar para o curso em Novo Hamburgo.
A Yamaha MT-03 era um dos maiores desejos realizados de Priscila, mas gerava receio à família devido ao risco do trânsito. “Sempre havia uma preocupação, mas era o sonho dela, queria muito ter aquela moto, nenhuma outra”, completa Marlize.
Agora a família espera o corpo ser liberado para realizar as ultimas homenagens. Priscila deixa o pai, João Francisco dos Santos e a irmã Pamela Lais, que ainda nem consegue falar sobre o ocorrido. “Estamos todos muito sentidos, sem acreditar”, lamenta a madrinha.