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Rio de Janeiro

Abrigo clandestino é fechado por maus-tratos a 36 idosos; alguns estavam amarrados e impedidos de se locomover

Os familiares que internaram as vítimas também responderão por abandono e exposição a risco

Publicado em: 17/07/2025 às 09h:34 Última atualização: 17/07/2025 às 09h:37
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Agentes da Delegacia Especial de Atendimento à Pessoa da Terceira Idade, em ação conjunta com a Vigilância Sanitária e a Secretaria Municipal de Envelhecimento Saudável, da prefeitura do Rio, interditaram uma Instituição de Longa Permanência para Idosos  clandestina no bairro de Santa Cruz, zona oeste do Rio de Janeiro.

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Prefeitura interdita asilo clandestino na Zona Oeste do Rio de Janeiro | abc+



Prefeitura interdita asilo clandestino na Zona Oeste do Rio de Janeiro

Foto: Secretaria Municipal de Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida (SEMESQV

Durante a fiscalização, os policiais encontraram 36 idosos em condições insalubres. Alguns estavam com lesões e sinais de desnutrição, necessitando de encaminhamento para unidades hospitalares.

O local funcionava sem autorização e contava apenas com dois funcionários, sem qualificação comprovada para atendimento especializado. O abrigo ilegal, conhecido como Lar Maria Lúcia, funcionava em uma área na Estrada dos Palmares e atendia idosos, com idades entre 60 e 90 anos.

Alguns estavam amarrados, impedidos de se locomover, em estado de fragilidade física e raquíticos, por falta de alimentação balanceada. Seis idosos foram removidos pelo Samu e levados para hospitais da prefeitura na zona oeste.

Uma das vítimas estava muito abaixo do peso, sem condições de se locomover e outra idosa estava com o fêmur quebrado. De acordo com a Vigilância Sanitária municipal, o abrigo não tinha alvará de funcionamento e operava em condições sanitárias insalubres.

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Os familiares que internaram os idosos também responderão por abandono e exposição a risco. Muitos deles não apareciam para visitas aos parentes. Apesar das condições precárias, os idosos pagavam mensalidades que variavam entre R$ 1,2 mil e R$ 2mil.

A responsável pelo local Keline Santos Lima, de 38 anos, foi identificada pela polícia e está sendo procurada.

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