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CASO YPÊ

Anvisa mantém suspensão de produtos Ypê após identificar 76 irregularidades em fábrica

Decisão mantém proibição de fabricação, venda e distribuição dos produtos, mas dispensa recolhimento dos já comercializados

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Publicado em: 15/05/2026 às 11h:16 Última atualização: 15/05/2026 às 11h:21
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu preservar as restrições impostas aos produtos da Ypê, exceto a determinação de recolhimento. A votação aconteceu nesta sexta-feira (15), durante reunião da Diretoria Colegiada que analisou recurso administrativo da fabricante.

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Detergente Ypê | abc+



Detergente Ypê

Foto: Reprodução/Redes sociais

Três dos quatro diretores presentes votaram pela manutenção parcial das medidas. Um diretor defendeu a preservação integral das determinações. O quinto integrante da diretoria não compareceu ao julgamento.

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As restrições mantidas incluem a suspensão da fabricação, comercialização, distribuição e uso dos produtos. A decisão atinge itens das categorias lava-louças, lava-louças concentrado, lava-roupas líquidos e desinfetantes. Todos os lotes com numeração final 1 estão abrangidos pela medida.

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Irregularidades identificadas em inspeção

A fiscalização conjunta realizada em abril de 2026 detectou 76 irregularidades nas instalações da empresa. A ação envolveu a Anvisa, o Centro de Vigilância Sanitária do estado de São Paulo e a Vigilância Municipal de Amparo. Mais de 100 lotes de produtos foram identificados como comprometidos.

A investigação começou após denúncias da Unilever à autoridade sanitária. Os relatos ocorreram em outubro de 2025 e março de 2026. A empresa denunciante informou contaminação microbiológica em produtos da Ypê fabricados pela Química Amparo.

A agência reguladora afirmou que os problemas representam descumprimento das regras de Boas Práticas de Fabricação. A fiscalização identificou falhas em etapas críticas da produção. Os problemas incluem deficiências nos sistemas de controle de qualidade e garantia sanitária.

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Após receber as denúncias, a agência reguladora executou procedimentos de verificação. Conforme a Anvisa, foi “feita uma avaliação técnica, que leva em consideração possíveis provas materiais, seguida de demais ações de vigilância.”

Cronologia do caso

A Anvisa aplicou as medidas restritivas na quinta-feira (7). A determinação inicial incluía a suspensão da fabricação, comercialização, distribuição, venda e recolhimento dos produtos afetados.

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A Ypê protocolou recurso administrativo na sexta-feira (8). O recurso resultou na suspensão automática da Resolução 1.834/2026. A decisão passou a ter efeito suspensivo até análise da Diretoria Colegiada.

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A inspeção que identificou as irregularidades foi executada em abril de 2026 nas instalações da empresa em Amparo, no interior de São Paulo. A fábrica de líquidos da Ypê responsável pelos produtos envolvidos no caso está localizada neste município.

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Como foi a votação

Leandro Safatle, diretor-presidente da Anvisa, votou pela preservação parcial das medidas, com exceção do recolhimento.

Thiago Campos, diretor da Anvisa, votou pela preservação integral das determinações, incluindo o recolhimento dos produtos.

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Daniela Marreco, diretora da Anvisa, votou pela manutenção da suspensão da fabricação, comercialização, distribuição e uso dos produtos. Ela dispensou a necessidade de recolhimento.

Daniel Pereira, diretor da Anvisa, votou pela preservação da suspensão da fabricação, comercialização, distribuição e uso dos produtos, excluindo a determinação de recolhimento.

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A Ypê permanece impedida de fabricar, comercializar e distribuir os produtos afetados pelas medidas. A empresa não precisará recolher os itens que já estão no mercado. A fabricante aguarda posicionamento oficial sobre a decisão.

A empresa informou que decidiu manter paralisadas as linhas de produção da fábrica de líquidos responsáveis pelos produtos envolvidos no caso. A decisão foi mantida mesmo após obter a suspensão temporária da medida inicial.

Antes do julgamento, a Ypê divulgou comunicado: “Em linha com sua postura de transparência e colaboração institucional, a Ypê comunica que solicitou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que a reunião extraordinária da Diretoria Colegiada desta sexta-feira (15/5) seja realizada de maneira pública. A empresa abriu mão do sigilo referente a esse processo, autorizando sua ampla divulgação. A Ypê tem plena convicção no trabalho que tem realizado para se adequar às orientações do órgão fiscalizador, garantindo a qualidade máxima de seus produtos, e ressalta que permanece integralmente comprometida com o cumprimento de eventuais determinações ou ajustes adicionais que venham a ser estabelecidos. Com isso, a companhia reitera seu compromisso de mais de 75 anos com a segurança e a saúde dos consumidores.”

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