A empresa de infraestrutura bancária Sinqia foi alvo de um ataque hacker que desviou aproximadamente R$ 400 milhões em operações Pix na noite de sexta-feira (29).
O incidente afetou contas do HSBC e representa a segunda grande invasão a prestadores de serviços bancários no sistema de pagamentos eletrônicos brasileiro em curto período. Autoridades já conseguiram bloquear mais de 80% do valor desviado.

Foto: Agência Brasil
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A própria Sinqia confirmou o comprometimento de seu sistema de processamento de transações Pix. O site Neofeed foi o primeiro a divulgar informações sobre o desvio milionário. Segundo apuração do Estadão, os invasores tentaram acessar valores ainda maiores do que os R$ 400 milhões efetivamente movimentados.
Como medida preventiva após detectar a atividade suspeita, a Sinqia desconectou o sistema comprometido do ambiente Pix do Banco Central. A empresa esclareceu que a invasão atingiu um número limitado de instituições financeiras para as quais presta serviços no Brasil.
O ataque ocorreu nos sistemas da Sinqia que processam transações Pix. A empresa atua como fornecedora de infraestrutura para instituições financeiras brasileiras conectadas ao Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB).
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Em relação à fintech Artta, também mencionada no contexto do incidente, fontes indicam que teriam sido desviados R$ 40 milhões. A empresa, no entanto, negou ter sofrido ataque direto em seu ambiente.
Este incidente acontece após outro ataque ocorrido em julho deste ano, quando R$ 800 milhões foram desviados em uma invasão à C&M Software, outra fornecedora de infraestrutura bancária.
As investigações sobre o novo ataque seguem em andamento. Até o momento, não foram identificados os responsáveis pela invasão, nem como conseguiram acessar os sistemas da Sinqia. No caso anterior envolvendo a C&M Software, um funcionário foi identificado como autor do crime.
Uma fonte que acompanha o caso e solicitou anonimato mencionou a possibilidade de o ataque ter ocorrido como retaliação às três operações realizadas pela Polícia Federal contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) na quinta-feira (28).
A Sinqia informou em comunicado que os sistemas afetados estão sendo reconstruídos em um novo ambiente “com monitoramento e controles aprimorados. Também estamos trabalhando com especialistas externos adicionais para nos ajudar a acelerar esse processo e complementar os recursos de nossa própria equipe”.
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A empresa também afirmou: “Depois que o ambiente for reconstruído e estivermos confiantes de que está pronto para ser colocado de volta em funcionamento, o Banco Central irá revisá-lo e aprová-lo antes de colocá-lo novamente online”.
Por sua vez, a Artta declarou: “Não houve ataque ao ambiente da Artta nem às contas de nossos clientes”. A fintech acrescentou: “Estamos em contato com o Banco Central e a Sinqia e atuando para que a normalização das operações aconteça com a máxima agilidade e total segurança.”
Até a publicação desta reportagem, o Banco Central (BC) e o HSBC não haviam se manifestado. O espaço está aberto.
Com informações de Estadão.