abc+

PAÍS

Ataque hacker a sistema Pix desvia mais R$ 400 milhões

Invasão representa segundo grande ataque a prestadores de serviços bancários no Brasil; autoridades já bloquearam 80% do valor desviado

ico ABCMais.com azul
Publicado em: 31/08/2025 às 10h:49 Última atualização: 31/08/2025 às 10h:52
Publicidade

A empresa de infraestrutura bancária Sinqia foi alvo de um ataque hacker que desviou aproximadamente R$ 400 milhões em operações Pix na noite de sexta-feira (29).

Publicidade

O incidente afetou contas do HSBC e representa a segunda grande invasão a prestadores de serviços bancários no sistema de pagamentos eletrônicos brasileiro em curto período. Autoridades já conseguiram bloquear mais de 80% do valor desviado.

PIX: Autoridades já conseguiram bloquear mais de 80% do valor desviado | abc+



PIX: Autoridades já conseguiram bloquear mais de 80% do valor desviado

Foto: Agência Brasil

LEIA TAMBÉM: Mega-Sena 2908 tem sequência impressionante de números sorteados; há ganhadores na região

A própria Sinqia confirmou o comprometimento de seu sistema de processamento de transações Pix. O site Neofeed foi o primeiro a divulgar informações sobre o desvio milionário. Segundo apuração do Estadão, os invasores tentaram acessar valores ainda maiores do que os R$ 400 milhões efetivamente movimentados.

Como medida preventiva após detectar a atividade suspeita, a Sinqia desconectou o sistema comprometido do ambiente Pix do Banco Central. A empresa esclareceu que a invasão atingiu um número limitado de instituições financeiras para as quais presta serviços no Brasil.

Publicidade

O ataque ocorreu nos sistemas da Sinqia que processam transações Pix. A empresa atua como fornecedora de infraestrutura para instituições financeiras brasileiras conectadas ao Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB).

CLIQUE PARA LER: Polícia prende dois suspeitos de invadir e assaltar casa de ex-mulher de Bolsonaro

Em relação à fintech Artta, também mencionada no contexto do incidente, fontes indicam que teriam sido desviados R$ 40 milhões. A empresa, no entanto, negou ter sofrido ataque direto em seu ambiente.

Publicidade

Este incidente acontece após outro ataque ocorrido em julho deste ano, quando R$ 800 milhões foram desviados em uma invasão à C&M Software, outra fornecedora de infraestrutura bancária.

As investigações sobre o novo ataque seguem em andamento. Até o momento, não foram identificados os responsáveis pela invasão, nem como conseguiram acessar os sistemas da Sinqia. No caso anterior envolvendo a C&M Software, um funcionário foi identificado como autor do crime.

Publicidade

Uma fonte que acompanha o caso e solicitou anonimato mencionou a possibilidade de o ataque ter ocorrido como retaliação às três operações realizadas pela Polícia Federal contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) na quinta-feira (28).

A Sinqia informou em comunicado que os sistemas afetados estão sendo reconstruídos em um novo ambiente “com monitoramento e controles aprimorados. Também estamos trabalhando com especialistas externos adicionais para nos ajudar a acelerar esse processo e complementar os recursos de nossa própria equipe”.

“Primeiro ato”: Tarcísio afirma que concederá indulto a Bolsonaro se eleito presidente do Brasil

Publicidade

A empresa também afirmou: “Depois que o ambiente for reconstruído e estivermos confiantes de que está pronto para ser colocado de volta em funcionamento, o Banco Central irá revisá-lo e aprová-lo antes de colocá-lo novamente online”.

Por sua vez, a Artta declarou: “Não houve ataque ao ambiente da Artta nem às contas de nossos clientes”. A fintech acrescentou: “Estamos em contato com o Banco Central e a Sinqia e atuando para que a normalização das operações aconteça com a máxima agilidade e total segurança.”

Publicidade

Até a publicação desta reportagem, o Banco Central (BC) e o HSBC não haviam se manifestado. O espaço está aberto.

Com informações de Estadão.

Publicidade
Publicidade

Matérias Relacionadas