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Economia

DINHEIRO ESQUECIDO: Saiba como consultar o valor esquecido no Banco Central

Ao todo, são R$ 10,6 bilhões esquecidos para 52,6 milhões de brasileiros; recursos podem ser resgatados a qualquer momento pelo site oficial

Publicado em: 14/08/2025 às 14h:55 Última atualização: 14/08/2025 às 15h:00
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O Banco Central do Brasil contabiliza R$ 10,566 bilhões em valores esquecidos nas instituições financeiras do país que podem ser resgatados pelos cidadãos. A informação foi divulgada esta semana. Para solicitar esses recursos, os interessados precisam acessar o Sistema de Valores a Receber (SRV) pela internet, usando uma conta gov.br de nível prata ou ouro, informando o CPF.

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Pessoas físicas, jurídicas e herdeiros de falecidos podem consultar e resgatar recursos que permaneceram esquecidos em bancos, consórcios e outras instituições do sistema financeiro nacional. Segundo informações do UOL, o Ministério da Fazenda eliminou o prazo que anteriormente limitava as consultas e resgates até 16 de outubro de 2024, permitindo que os valores sejam solicitados a qualquer momento.

Todo o processo de resgate ocorre na plataforma online. Na opção “Solicitar por aqui”, o usuário recebe via Pix em até 12 dias úteis. Para quem não possui Pix, existe a alternativa “Solicitar via instituição”, que permite contato direto com a instituição financeira para definir outro método de pagamento.

Os valores disponíveis pertencem a 52,6 milhões de pessoas físicas e jurídicas no Brasil. Desse total, 48,2 milhões são pessoas físicas com direito a R$ 8,034 bilhões, enquanto 4,4 milhões são empresas com R$ 2,5 bilhões a receber.

O sistema de consulta e resgate está disponível exclusivamente pelo site oficial do BC: https://valoresareceber.bcb.gov.br. Além da conta gov.br, é necessário informar o CPF e a data de nascimento para acessar o sistema.

Origens dos recursos

Os recursos têm diversas origens, incluindo tarifas cobradas indevidamente, contas encerradas com saldo disponível, parcelas de operações de crédito cobradas incorretamente, cotas de capital de cooperativas de crédito e contas de registro mantidas por corretoras e distribuidoras encerradas com saldo.

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Mais da metade dos valores esquecidos (R$ 5,9 bilhões) encontra-se em bancos. As administradoras de consórcios aparecem na sequência com R$ 3,3 bilhões, seguidas por cooperativas com R$ 817,5 milhões, instituições de pagamento com R$ 332,2 milhões, financeiras com R$ 185,4 milhões, corretoras e distribuidoras com R$ 31,9 milhões, além de outras instituições que somam R$ 10,1 milhões.

O valor total disponível para resgate em junho representa um aumento de 16,8% em comparação com janeiro deste ano, quando o sistema registrava R$ 9,05 bilhões. Em maio, o montante era de R$ 10,37 bilhões, indicando crescimento contínuo no primeiro semestre de 2025.

Na distribuição dos valores, aproximadamente 64,6% do total corresponde a quantias de até R$ 10 por pessoa ou empresa. Outros 23,97% estão na faixa entre R$ 10,01 e R$ 100, enquanto 9,67% variam de R$ 100,01 a R$ 1.000. Somente 1,76% dos casos envolvem valores superiores a R$ 1.000.

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Desde a criação do sistema, os brasileiros já recuperaram mais de R$ 11 bilhões. Desse montante, R$ 8,14 bilhões foram resgatados por 28,9 milhões de pessoas físicas e R$ 2,9 bilhões por 2,9 milhões de pessoas jurídicas. Em junho de 2025, foram devolvidos R$ 318,4 milhões.

Como fazer o resgate

O BC orienta que os interessados sigam um passo a passo específico para realizar o resgate: acessar o site oficial, fazer login com a conta gov.br (níveis prata ou ouro), aceitar o termo de responsabilidade, verificar o valor e a instituição responsável pela devolução, e escolher entre as opções “Solicitar por aqui” para recebimento via Pix ou “Solicitar via instituição” para outras formas de pagamento.

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A instituição também alerta para o risco de golpes relacionados ao sistema de valores a receber. O BC recomenda que os cidadãos utilizem apenas o site oficial para consultas, evitem clicar em links suspeitos enviados por e-mail, SMS, WhatsApp ou Telegram. O Banco Central ressalta que não envia links nem entra em contato para tratar de valores ou confirmar dados pessoais, e todos os serviços relacionados ao sistema são gratuitos.

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