A Polícia Civil de Santa Catarina apontou um adolescente como autor das agressões que resultaram na morte do cão comunitário Orelha em Florianópolis. O inquérito foi concluído e enviado ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) nesta terça-feira (3). As autoridades também apontaram outros quatro jovens como responsáveis pela tentativa de afogamento do cachorro Caramelo na mesma região.
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Foto: Reprodução
Segundo informações do g1, o laudo da Polícia Científica confirmou que Orelha morreu após sofrer uma pancada contundente na cabeça, possivelmente causada por um chute ou objeto rígido, como madeira ou garrafa. O crime aconteceu por volta das 5h30 de 4 de janeiro, no Norte da Ilha de Santa Catarina.
A delegada Mardjoli Valcareggi explicou que o adolescente apontado como autor da agressão fatal permaneceu fora do Brasil até 29 de janeiro. A polícia monitorou a antecipação do voo para interceptá-lo no aeroporto.
“Como se tratava de um adolescente fora do país, ele poderia empreender fuga ou se desfazer de importantes elementos de prova, como a roupa utilizada na data do fato e o seu aparelho celular”, afirmou.
A investigação analisou mais de mil horas de gravações de 14 câmeras de monitoramento. Os policiais ouviram 24 testemunhas e investigaram oito adolescentes suspeitos. Um deles foi descartado da autoria na sexta-feira (30) após a conclusão de que não tinha envolvimento com os maus-tratos ao animal.
O delegado Renan Balbino detalhou a cronologia dos eventos que levaram à identificação do autor.
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“O desenrolar dos fatos começou às 5h25 da manhã, quando o adolescente saiu do condomínio na Praia Brava. Às 5h58 da manhã, ele retornou para o condomínio com uma amiga feminina. Esse foi um dos pontos de contradição em seu depoimento. O adolescente não sabia que a Polícia possuía as imagens dele saindo do local e disse que havia ficado dentro do condomínio, na piscina. Além das imagens, testemunhas e outras provas também comprovaram que ele estava fora do condomínio”, explicou.
Durante a abordagem no aeroporto, as autoridades notaram comportamentos suspeitos. “Durante a abordagem, chamou atenção que um familiar tentou esconder um boné rosa na sua bolsa particular. Também durante a revista da mala desse adolescente, esse mesmo familiar apresentou um comportamento suspeito, ao falar que esse moletom teria sido adquirido na viagem”, relatou a autoridade policial.
A Polícia Civil solicitou a internação provisória do adolescente acusado de agredir Orelha. Os nomes, idades e localização dos suspeitos permanecem em sigilo, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para casos envolvendo menores de 18 anos.
A defesa do adolescente divulgou nota afirmando que “informações que vieram a público dizem respeito a elementos meramente circunstanciais, que não constituem prova e não autorizam conclusões definitivas”.
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