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SANTA CATARINA

Caso Orelha: Ministério Público apresenta parecer que diverge da investigação policial

Documento é assinado por três promotores e agora será analisado pelo Poder Judiciário

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Publicado em: 12/05/2026 às 15h:02 Última atualização: 12/05/2026 às 15h:02
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O Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC) protocolou na última sexta-feira (8) na Vara da Infância e Juventude de Florianópolis um parecer sobre o Caso Orelha.

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A conclusão assinada por três promotores diverge da investigação policial. Orelha era um cachorro comunitário que morreu em janeiro na Praia Brava. O caso ganhou repercussão internacional.

Adolescentes suspeitos de matar o cão Orelha voltam ao Brasil | abc+



Adolescentes suspeitos de matar o cão Orelha voltam ao Brasil

Foto: Agência Brasil

Segundo o site de notícias NSC Total, ainda não há informação de qualquer encaminhamento ou despacho dado pela Justiça a partir do parecer do MP.

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O documento tem 170 páginas e conclui pelo arquivamento dos indiciamentos apresentados pela Polícia Civil. Os motivos pelos quais os promotores decidiram pelo arquivamento ainda não foram divulgados. O caso corre em segredo de Justiça.

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O parecer pelo arquivamento vem depois de o MP pedir novas diligências à Polícia Civil. Ainda em fevereiro o Ministério Público já havia solicitado novas provas e procedimentos da Polícia no caso.

Naquele mesmo mês, a investigação policial concluiu pela internação de um adolescente apontado como responsável pela morte de Orelha.

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Na época, o inquérito concluiu que o cão Orelha foi atingido com uma pancada na cabeça, “que pode ter sido por um chute ou algum objeto rígido, como um pedaço de madeira ou uma garrafa”.

O cão foi encontrado ainda vivo, na praia, em 5 de janeiro. Foi levado ao veterinário, mas morreu em seguida. O animal estava desidratado e com lesões graves na cabeça e no olho esquerdo.

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No entanto, o laudo pericial feito após a exumação do cão Orelha não encontrou fraturas ou lesões no esqueleto que pudessem ter sido causadas por ação humana.

A análise da Polícia Científica, acessada com exclusividade pelo NSC Total, não permitiu afirmar qual a causa da morte do animal. Os nomes dos envolvidos são preservados por se tratar de menores de idade.

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