O Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC) protocolou na última sexta-feira (8) na Vara da Infância e Juventude de Florianópolis um parecer sobre o Caso Orelha.
A conclusão assinada por três promotores diverge da investigação policial. Orelha era um cachorro comunitário que morreu em janeiro na Praia Brava. O caso ganhou repercussão internacional.

Foto: Agência Brasil
Segundo o site de notícias NSC Total, ainda não há informação de qualquer encaminhamento ou despacho dado pela Justiça a partir do parecer do MP.
LEIA TAMBÉM: “Continua inconsciente”: Motociclista atropelado ao ajudar amigo na BR-116 ainda precisa de 6 cirurgias
O documento tem 170 páginas e conclui pelo arquivamento dos indiciamentos apresentados pela Polícia Civil. Os motivos pelos quais os promotores decidiram pelo arquivamento ainda não foram divulgados. O caso corre em segredo de Justiça.
O parecer pelo arquivamento vem depois de o MP pedir novas diligências à Polícia Civil. Ainda em fevereiro o Ministério Público já havia solicitado novas provas e procedimentos da Polícia no caso.
Naquele mesmo mês, a investigação policial concluiu pela internação de um adolescente apontado como responsável pela morte de Orelha.
CLIQUE PARA LER: Estrangeiro faz a limpa na casa da namorada e é preso a 205 quilômetros do Vale do Sinos
Na época, o inquérito concluiu que o cão Orelha foi atingido com uma pancada na cabeça, “que pode ter sido por um chute ou algum objeto rígido, como um pedaço de madeira ou uma garrafa”.
O cão foi encontrado ainda vivo, na praia, em 5 de janeiro. Foi levado ao veterinário, mas morreu em seguida. O animal estava desidratado e com lesões graves na cabeça e no olho esquerdo.
No entanto, o laudo pericial feito após a exumação do cão Orelha não encontrou fraturas ou lesões no esqueleto que pudessem ter sido causadas por ação humana.
A análise da Polícia Científica, acessada com exclusividade pelo NSC Total, não permitiu afirmar qual a causa da morte do animal. Os nomes dos envolvidos são preservados por se tratar de menores de idade.