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ENTENDA O ESQUEMA

Golpe da caminhonete: Toyota Hilux de R$ 150 mil é revendida rapidamente por R$ 120 mil antes que vítima descobrisse a fraude

Dois foram presos na manhã desta terça-feira (12) durante ação da Polícia Civil

Publicado em: 12/05/2026 às 11h:50 Última atualização: 12/05/2026 às 11h:52
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Uma quadrilha responsável por aplicar golpes mirando somente caminhonetes acabou se tornando alvo de uma operação da Polícia Civil, na manhã desta terça-feira (12), em Canoas. 

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A ação organizada pela 3ª Delegacia de Polícia de Canoas levou ao cumprimento de quatro mandados de prisão cautelares e mais duas prisões preventivas de alvos considerados prioritários pela polícia.

Material probatório acabou apreendido durante a ação lançada na manhã desta terça-feira (12) | abc+



Material probatório acabou apreendido durante a ação lançada na manhã desta terça-feira (12)

Foto: POLÍCIA CIVIL/REPRODUÇÃO

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Como resultado da ofensiva, dois homens acabaram capturados por agentes, enquanto o restante permanece como foragido da Justiça.

O caso surgiu após um golpe aplicado contra o proprietário de uma Toyota Hilux, avaliada em R$ 150 mil, por meio de plataforma de vendas digital (marketplace), segundo a apuração.

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Após o anúncio do veículo, o estelionatário iniciou o contato via WhatsApp, utilizando um prefixo da Serra. O criminoso estabeleceu uma relação de confiança com a vítima, simulando uma negociação legítima.

Segundo a delegada Luciane Bertoletti, responsável pelo inquérito, para concretizar a fraude, o suspeito afirmou que enviaria seu “filho” até Canoas para retirar o automóvel.

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“O comparsa que apareceu apresentou comprovantes de transferências bancárias que, posteriormente, revelaram-se fraudulentos”, explica. “A vítima, ludibriada, procedeu com a transferência formal em cartório para o nome de uma integrante do grupo criminoso.”

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Após a subtração do veículo mediante fraude, a caminhonete foi rapidamente revendida para uma loja de veículos em Passo Fundo por R$ 120 mil, apontou a investigação consequente.

O automóvel já havia sido negociado com uma terceira pessoa quando houve o bloqueio judicial, esclarece a delegada, momento em que houve a interrupção da documentação para o novo dono.

“O caso evidencia um modelo de golpe cada vez mais frequente”, adverte. “Criminosos utilizam plataformas digitais para conquistar a confiança das vítimas, simulam pagamentos eletrônicos e aceleram transferências documentais antes que o prejuízo seja percebido.”

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Confira discas da Polícia Civil para não cair no golpe

  • Na hora da confirmação de crédito, nunca entregue o bem ou assine o CRV (recibo) antes de confirmar o saldo em sua conta bancária por canais oficiais (aplicativo ou gerente);
  • Não confie em comprovantes enviados por aplicativos de mensagem;
  • Quando terceiros são enviados para uma transação no local, desconfie quando o comprador envia parentes ou funcionários para retirar o veículo;
  • Quando existe a pressa excessiva para a conclusão do negócio, é preciso desconfiar, porque golpistas costumam exercer pressão psicológica para que a transferência em cartório ocorra o mais rápido possível.
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