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Ciclone bomba na Argentina traz vento forte, frio e risco de temporais ao RS e a outras áreas do Brasil

Fenômeno deve provocar temporais intensos, risco de vendavais e queda acentuada de temperatura nos próximos dias

Ciclone bomba na Argentina traz vento forte, frio e risco de temporais ao RS e a outras áreas do Brasil
Publicado em: 06/05/2026 às 15h:59 Última atualização: 06/05/2026 às 16h:06
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Um ciclone bomba vai se formar na costa da Argentina no final desta semana. Segundo a MetSul Meteorologia, o fenômeno de grande intensidade vai impactar uma extensa área da América do Sul, incluindo o Brasil — onde pelo menos quatro regiões devem ser atingidas.

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Ciclone bomba vai se formar no litoral da Argentina | abc+



Ciclone bomba vai se formar no litoral da Argentina

Foto: Reprodução/MetSul

Uma área de baixa pressão avança do Pacífico Sul, na costa do Chile, em direção ao leste até o Oceano Atlântico, onde começa a se aprofundar no litoral argentino, próximo à província de Buenos Aires, nesta quinta-feira (7). Até sexta-feira (8), o fenômeno deve se deslocar pouco, mas ao longo do dia passará por rápida intensificação, com queda acentuada da pressão central.

“Será neste momento em que ocorrerá a ciclogênese explosiva, ou seja, a formação do que se denomina de uma bomba meteorológica ou ciclone bomba, com a queda muito rápida e acentuada da pressão atmosférica no centro do ciclone”, explica a meteorologista Estael Sias.

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Os dados dos modelos indicam que o centro do ciclone deve ter pressão atmosférica de 991 hPa na noite da quinta, mas, no mesmo horário na noite de sexta, os modelos apontam pressão central de 967 hPa. Ou seja, uma queda de 24 hPa em 24 horas, que é o critério mínimo para a classificação de um ciclone como bomba.

No decorrer do sábado (9), o ciclone deve começar a se afastar do continente no sentido leste-sudeste, mas mantendo ainda uma enorme intensidade sobre o Oceano Atlântico. A previsão é de ventos de até 180 quilômetros por hora em mar aberto, longe do continente.

A tendência é que no domingo (10) ele siga se afastando da América do Sul e já esteja muito distante de terra. Na segunda-feira (11), o sistema estará ainda mais longe, muito ao Sul do Atlântico e a milhares de quilômetros do Brasil.

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“Assim, em nenhum momento o centro deste ciclone vai passar pelo Brasil ou sequer se aproximar do país, mas os seus efeitos vão ser sentidos no território brasileiro, em terra e no mar, e com significativos riscos meteorológicos”, afirma a especialista.

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A costa da Argentina e os litorais sul e leste do Uruguai devem registrar os efeitos mais severos do vento ciclônico, com rajadas intensas e duradouras. Em alguns pontos, os ventos podem ultrapassar os 100 quilômetros por hora no fim da semana.

Impactos do ciclone bomba no Brasil

No Rio Grande do Sul, os impactos do ciclone bomba devem começar a ser sentidos já na quinta-feira, com a intensificação do vento do quadrante Norte.

Em algumas áreas do Estado, os ventos podem chegar a 70 e 90 quilômetros por hora e contribuir para a elevação das temperaturas. Esse padrão também deve ser observado nos demais estados do Sul e em áreas de Mato Grosso do Sul e do interior de São Paulo.

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Ainda na noite de quinta, a frente fria associada ao ciclone começa a ingressar pelo oeste gaúcho e avança pelo Estado ao longo da sexta, provocando chuva e elevado risco de temporais. Há possibilidade de vendavais em diversas cidades, com rajadas que podem superar os 100 quilômetros por hora em pontos isolados.

O sistema também deve atingir Santa Catarina e Paraná, além de parte de Mato Grosso do Sul. A previsão é de instabilidade mais ampla no País entre o fim de semana e o início da próxima semana, alcançando áreas de Mato Grosso, Rondônia, São Paulo e Rio de Janeiro.

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Entre sexta e sábado, após a passagem da frente fria, uma massa de ar frio de origem continental avança sobre o sul brasileiro. Diante desse cenário, as temperaturas irão despencar e o frio deve ser intenso na região, com previsão de geada em várias regiões e possibilidade de marcas abaixo de zero.

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Na sequência, o ar frio se espalha por outras áreas do País, como São Paulo, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, além de alcançar o sul da região amazônica, caracterizando episódio de friagem.

No litoral gaúcho, o vento intenso sobre o Atlântico Sul deve gerar swell (ondulamento do mar gerado por ventos fortes em alto-mar) significativo, provocando agitação marítima e ressaca entre o fim de semana e o começo da próxima semana. A condição também deve afetar outros trechos do litoral das regiões Sul e Sudeste do Brasil

O que é um ciclone bomba

Um ciclone bomba é um sistema de baixa pressão atmosférica que se intensifica de forma muito rápida e intensa. Para ser classificado desta forma, a pressão atmosférica em seu centro precisa cair ao menos 24 hectopascais (hPa) em 24 horas. Na meteorologia, esse processo é chamado de ciclogênese explosiva.

Normalmente, segundo a MetSul, esse tipo de fenômeno se forma sobre o oceano, em áreas onde massas de ar frio encontram ar mais quente e úmido. Quando ocorre o contraste de temperatura, uma grande quantidade de energia é fornecida ao sistema, fazendo com que haja uma rápida intensificação dos ventos e da instabilidade atmosférica.

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No Atlântico Sul, ciclones bomba tendem a ocorrer com maior frequência nos meses do ano em que faz frio, quando o contraste térmico entre as massas de ar é mais acentuado. A região oceânica ao largo da América do Sul é propícia à formação desses sistemas, devido à dinâmica atmosférica típica das latitudes médias, que favorece a intensificação de áreas de baixa pressão.

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