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NO ATLÂNTICO SUL

Ciclone incomum se forma no litoral brasileiro; há risco para o Rio Grande do Sul?

Fenômeno, que pode provocar altos acumulados de chuva, chama atenção dos meteorologistas por surgir em uma área incomum do Atlântico Sul

Ciclone incomum se forma no litoral brasileiro; há risco para o Rio Grande do Sul?
Publicado em: 23/11/2025 às 15h:42 Última atualização: 23/11/2025 às 15h:42
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Um ciclone deve se formar entre os litorais de São Paulo e Rio de Janeiro no início desta semana, podendo afetar também parte do Nordeste e do Sul do Brasil. O fenômeno, que pode provocar altos acumulados de chuva, chama atenção dos meteorologistas por surgir em uma área incomum do Atlântico Sul. 

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Conforme a MetSul Meteorologia, normalmente os ciclones que atuam no País se formam em latitudes mais altas — entre o Rio Grande do Sul e a Argentina. Desta vez, porém, o sistema nasce muito mais ao norte do que o habitual, o que torna o fenômeno atípico tanto pela posição quanto pelas possíveis características estruturais.

 Ciclone vai se formar em posição muito mais ao Norte que o comum, nos litorais de São Paulo e Rio de Janeiro, no começo da semana | abc+



Ciclone vai se formar em posição muito mais ao Norte que o comum, nos litorais de São Paulo e Rio de Janeiro, no começo da semana

Foto: Reprodução/MetSul

Apesar da formação anômala, o ciclone não deve atingir o Rio Grande do Sul. O Estado fica fora da zona de maior instabilidade e não terá impacto direto do sistema.

Na região Sul, os efeitos do fenômeno podem alcançar Santa Catarina e Paraná, mas se limitam à instabilidade prévia associada à baixa pressão que dá origem ao ciclone, que pode provocar chuva e temporais isolados. 

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O risco maior se concentra em áreas do Sudeste e parte do Nordeste do País. A partir desta segunda-feira (24), e especialmente na terça (25), a baixa pressão deve se aprofundar junto à costa paulista e fluminense e iniciar a fase de ciclogênese.

Com isso, são esperadas chuvas localmente fortes a intensas, com acumulados que podem chegar a 100 ou até 200 milímetros em pontos mais vulneráveis do Paraná, extremo nordeste de Santa Catarina, sul e litoral de São Paulo, além de setores do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e sul da Bahia. Há risco de alagamentos, enxurradas e deslizamentos, especialmente em áreas de relevo.

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Entre quarta (26) e quinta-feira (27), o ciclone já estará mais distante do continente, completamente formado e mais organizado, com previsão de pressão mínima entre 995 hPa e 997 hPa. Nessa fase, os ventos mais fortes — que podem superar 100 quilômetros por hora — ficam restritos ao oceano, afastados da costa.

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Extratropical ou subtropical?

O sistema pode apresentar características extratropicais, que são as mais comuns na região, ou subtropicais, que são mais raras. Caso seja definido como ciclone subtropical e alcance ventos sustentados de 63 quilômetros por hora ou mais, poderá receber o nome Caiobá, seguindo a lista oficial da Marinha. O último ciclone subtropical registrado no País foi o Biguá, em dezembro de 2024.

Mesmo que seja batizado, isso não indica alto potencial destrutivo. A MetSul destaca que ciclones extratropicais — mais frequentes e sem nomenclatura — são os que historicamente causam maiores impactos. Ainda assim, neste caso específico, o processo de aprofundamento do sistema ocorrerá em mar aberto, reduzindo o risco para o continente.

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