Um ciclone extratropical atingiu o sul do Brasil recentemente, deixando um rastro de estragos pela chuva intensa, tempestades severas e até tornados. No Paraná, sete pessoas morreram e mais de 700 ficaram feridas.
Agora, há notícias afirmando que novos sistemas vão chegar ao País em sequência em breve. Segundo a MetSul Meteorologia, isso não é verdade.

Foto: NOAA/Reprodução
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“Ciclones extratropicais são fenômenos recorrentes no Atlântico Sul, praticamente toda semana tem um atuando”, explica a MetSul Meteorologia. Porém, isso não significa que eles irão afetar o Brasil.
Geralmente, esses sistemas afetam mais o tempo em Magallanes, Chile e Patagônia da Argentina. “A maioria, porém, não impacta diretamente o Brasil”, reitera.
Há dias, é possível observar até dois ciclones atuando simultaneamente em imagens de satélite, segundo a MetSul. Nesta quinta-feira (13), por exemplo, há um ciclone intenso atuando no Atlântico Sul. No entanto, ele está a leste das Ilhas Malvinas, que fica a mais de 2,4 mil quilômetros de distância do Rio Grande do Sul.

Foto: MetSul Meteorologia/Reprodução
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Época de ciclones
Os meteorologistas contam que existem períodos em que os ciclones extratropicais, que de fato afetam o tempo no Brasil, atuam com uma maior frequência: entre meados do outono até o meio de outubro.
Não que os ciclones não possam trazer instabilidade para o Sul do Brasil em qualquer época do ano, mas a frequência é muito menor nos meses mais quentes, entre novembro e começo de abril.
Os mais intensos, que impactam a região sul do País com forte chuva e vento, normalmente acontecem durante o trimestre de inverno. Em alguns casos, durante o outono e a primavera. “Um exemplo clássico é o ciclone bomba de 2020, entre 30 de junho e 1º de julho daquele ano, que causou grande destruição e deixou vítimas.”
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Ciclones em sequência vão atingir o Brasil?
“Não há indicativo algum de modelos de previsão do tempo de uma sequência de ciclones impactando o Brasil em curto período”, enfatiza a MetSul.
Atualmente, duas frentes frias irão atingir o Brasil nos próximos 10 a 15 dias. No sul do País, a primeira chega entre essa quarta (12) e quinta-feira (13) e a segunda no final de semana. Mas os meteorologistas reiteram: os ciclones das quais elas derivam não vão passar pelo território brasileiro.
Por mais que uma frente fria possa trazer chuva para São Paulo, por exemplo, o ciclone ao qual ela está associada pode estar no meio do Atlântico naquele mesmo instante.
Neste final de semana, um centro de baixa pressão vai avançar pelo centro da Argentina e do Uruguai, segundo os dados analisados pelos meteorologistas. Na segunda-feira (17), ele deve começar a dar origem a um ciclone sobre o Atlântico Sul, com o centro longe do Brasil e rapidamente se afastando do continente.
Enquanto ele se afasta, a frente fria que está associada a esse ciclone vai avançar por vários estados, levando chuva e temporais.
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Depois, não há indicativo de qualquer ciclone atingindo o Brasil em uma semana até dez dias, conforme a MetSul. Perto da próxima quinta-feira (20), um grande centro de alta pressão pode influenciar o tempo no sul do País.
“Assim, não há indicativo algum entre os melhores modelos de previsão do tempo de uma sequência de ciclones atingindo o Brasil nas próximas semanas”, explica.
Além desses sistemas não aparecerem nos dados, vários ciclones afetando o Brasil “um atrás do outro” justo em novembro é algo que fugiria ao extremo da climatologia da época do ano.