Educadoras da região estarão presentes na COP30 – Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2025. O evento, que começou na última segunda-feira (10) e se estende 21 de novembro, em Belém do Pará, contará com a presença de duas professoras da Faculdades EST, de São Leopoldo, e das obras da artista Mara de Freitas, de Sapucaia do Sul.

Foto: Raimundo Pacco/COP30
O encontro reúne governos, movimentos sociais, universidades, igrejas, comunidades tradicionais e pessoas jovens de todo o mundo em torno de um tema central para o futuro da humanidade: as mudanças climáticas e o cuidado com a vida na Terra.
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Foto: Divulgação
Mara de Freitas integra um grupo de 74 artistas, espalhados em todo o Brasil, e terá duas obras expostas na COP30, o Sabiá Laranjeira (2022) e o Voo de Valentina (2025), que abordaram os temas do desmatamento e das queimadas.
“Quando decidi participar desse projeto para a COP, essas eram as telas que eu tinha. Desde que comecei a pintar, trabalho com o tema do consumismo que nos leva ao descontrole do clima. Às vezes evito de pintar para não gastar material e criar mais poluição”, conta a artista.
“Estou muito feliz em participar. Se conseguir com que duas ou três pessoas compreendam a mensagem que quero passar nas telas, já fico contente. Também ficarei muito feliz se conseguir diminuir a poluição e o consumismo.”
Representando o Fórum Mundial de Teologia e Libertação (FMTL), do qual a Faculdades EST faz parte do conselho internacional, a professora Selenir Kronbauer, coordenadora do Grupo Identidade da instituição, embarcou na última terça-feira (11) para Belém. Ela participará das atividades ao lado de Giglio Brunelli, representante do Canadá, também em nome do FMTL.
Engajamento

Foto: Divulgação
“O principal objetivo da nossa presença, representando o FMTL que acompanha o Fórum Social Mundial, é estarmos lá para acompanhar as atividades das pessoas engajadas no movimento e pensar de que forma nós podemos nos organizar para participar do Fórum Social Mundial em 2026, no Benin/África”, explica Selenir.
Para a educadora, a humanidade precisa refletir e traçar metas para se adaptar às mudanças do clima. “Nós, enquanto EST, tivemos um papel importante de atuações durante e após as tragédias climáticas no Rio Grande do Sul, quando São Leopoldo foi duramente atingida. Estivemos ao lado da nossa comunidade e queremos continuar colaborando.”
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Espaço de aprendizado e construção de parcerias

Foto: Divulgação
A professora Marli Brun, representando o Programa de Gênero e Religião (PGR) da Faculdades EST, também está presente em Belém. A docente viajou no dia 7 de novembro e retornará para São Leopoldo no dia 17. Para ela, a COP30 é um espaço de encontro, aprendizado e construção de parcerias.
De acordo com Marli, a atividade que ocorre no Brasil é um modo de se conectar com pessoas e experiências de diferentes regiões do mundo.
“Nós, como PGR e como Faculdades EST, temos compromisso com a justiça socioambiental, a justiça climática, a justiça de gênero e suas interceccionalidades. Conhecer diferentes trabalhos e participar das reflexões na área verde nos ajudará a aprimorar nosso trabalho e estabelecer novas parcerias.”
Conforme a professora Marli, para esta quinta-feira (13) o PGR e a EST organizaram duas Vigílias pela Terra, uma em Porto Alegre e outra dentro do IX Congresso Latino-Americano de Gênero e Religião. “Nessas vigílias, conectamos questões ambientais e climáticas com justiça de gênero. Mulheres, crianças, pessoas negras, pobres, povos indígenas, população LGBTQIAPN e pessoas com deficiência são as mais afetadas pelas questões climática.”