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LGBTQIA+

Dia do Orgulho: Brasil registra 50 mortes por LGBTfobia apenas no início de 2026

Mesmo com conquistas de direitos e mobilizações, a violência contra o grupo segue constante

Publicado em: 28/06/2026 às 14h:03 Última atualização: 28/06/2026 às 14h:29
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Neste domingo (28) se comemora o Orgulho LGBTQIA+. A data reconhece uma luta que vem de muito tempo e juntar forças pela conquista de direitos de liberdade para amar e ser quem se é. 

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A escolha do dia faz referência a uma revolta ocorrida em 1969, na cidade de Nova York. Na ocasião, frequentadores do Stonewall Inn, um dos bares gays populares de Manhattan, reagiram a uma operação policial violenta, prática habitual do período.

A resistência virou um marco do movimento LGBTQIA+ por direitos nos Estados Unidos (EUA) e passou a ser comemorada em muitos outros países, incluindo o Brasil.

A luta, no entanto, não se restringe a essa data. Apenas no Brasil, pode-se citar marcos como a criação do Grupo Somos e dos jornais Lampião da Esquina e ChanacomChana, em 1978; o levante de lésbicas do Ferros Bar, em 1983, e a retirada da homossexualidade do rol de doenças, concretizada em 1985.

Mesmo com a luta constante, relatório divulgado pelo Observatório Brasileiro LGBTI+, entre janeiro e março de 2026, o Brasil notificou 50 mortes por LGBTfobia.

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A escolha do dia faz referência a uma revolta ocorrida em 1969, na cidade de Nova York

Marcos no RS

No Rio Grande do Sul, os principais marcos históricos da luta LGBTQIA+ é a fundação do Grupo Nuances, em 1991. Incialmente, foi chamado de Movimento Homossexual Gaúcho e foi o primeiro grupo por direitos de livre expressão sexual de Porto Alegre. 

Em 15 de novembro de 1997, organizada pelo Nuances, foi realizada a primeira edição da Parada Livre de Porto Alegre, no Parque da Redenção. O evento reuniu cerca de 150 pessoas. Em 2025, a Parada tornou-se oficialmente Patrimônio Cultural Imaterial da capital gaúcha.

Já em 1999, foi fundada a Associação de Travestis e Transexuais do Rio Grande do Sul. O grupo foi pioneiro na luta contra a violência e por políticas de saúde direcionadas à população trans. A organização atua fortemente em mutirões de retificação de nome e gênero, e também no apoio a pessoas LGBTQIA+ privadas de liberdade.

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Datas no Brasil

  • 1959: ativistas tentam realizar um congresso nacional de homossexuais e trevestis em Belo Horizonte, Niterói, Petrópolis, João Pessoa. Caruaru e Fortaleza;
  • 1978: É criado o primeiro grupo LGBTQIA+ do país, o Somos: Grupo de Afirmação Homossexual. Também é o ano da primeira edição do jornal independente Lampião da Esquina;
  • 1980: Protesto em frente ao Teatro Municipal de São Paulo, no dia 13 de junho, contra a repressão policial;
  • 1981: O Grupo de Ação Lésbica-Feminista lança a publicação independente ChanacomChana. Além disso, é publicado o primeiro levantamento de mortes por LGBTfobia do Brasil, realizado pelo Grupo Gay da Bahia, com 16 mortes em dois anos;
  • 1983: Lésbicas invadem o Ferros’s Bar, em São Paulo, após serem proibidas de distribuir o ChanacomChana. Elas denunciaram violência policial e censura política. A data ficou marcada como Dia do Orgulho Lésbico no Brasil;
  • 1985: O Conselho Federal de Medicina retira a classificação de homossexualidade como doença. Em 1990 a Organização Mundial da Saúde (OMS) seguiu o mesmo caminho;
  • 1986: O Código de Ética do Jornalista incluí expressamente a proibição de discriminação devido à orientação sexual;
  • 1992: É fundada a primeira organização a reunir pessoas trans no país, a Associação de Travestis e Liberados (Astral);
  • 1995: Em 25 de junho, ocorre a Marcha da Cidadania no Rio de Janeiro, considerada a primeira Parada LGBTQIA+ do país;
  • 1997: Primeira parada LGBTQIA+ de São Paulo, no dia 28 de junho;
  • 1999: O Conselho Federal de Psicologia proíbe que profissionais ofereçam terapias de “reversão sexual” ou “cura gay”;
  • 2004: É lançada a campanha Travesti e Respeito, no Congresso Nacional, no dia 29 de janeiro. A data marca o dia da Visibilidade Trans;
  • 2008: Portaria nº 1.707 garante acesso as terapias hormonais do processo transexualizador  pelo Sistema Único de Saúde;
  • 2011: O Supremo Tribunal Federal (STF) reconhece uniões homoafetivas como entidades familiares;
  • 2013: O Conselho nacional de Justiça aprova Resolução 175, que garante a casais homoafetivos o direto a casamento civil;
  • 2018: STF reconhece direto de pessoas trans a mudar o nome e gênero de documentos em cartório se comprovar cirurgia de redesignação sexual ou tratamentos hormonais;
  • 2019: STF equipara homofobia e transfobia ao crime de racismo;
  • 2022: IBGE divulga primeira contagem populacional de pessoas homossexuais e bissexuais do Brasil.

 

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