Foi aberto nesta sexta-feira (15) no Supremo Tribunal Federal (STF) um novo processo para investigar a suspeita de envio de emendas parlamentares para custear o filme “Dark Horse”, inspirado na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A determinação é assinada pelo ministro Flávio Dino, e tem como base nas petições dos deputados federais Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) e Tabata Amaral (PSB-SP).

Foto: Sophia Santos/STF
Esta é a segunda ação determinada pelo ministro Flávio Dino. Em março, ele pediu explicações da Câmara dos Deputados sobre o envio de emendas parlamentares para organizações ligadas à produtora do filme, Karina Ferreira Gama.
Detalhes da petição
No pedido desta semana, a deputada Tabata Amaral apontou um “ecossistema de pessoas jurídicas interconectadas”, sob o comando da roteirista. “Tal configuração estabelece um ‘grupo econômico por coordenação’ que, na prática, pode estar constituindo-se como um óbice à rastreabilidade dos recursos públicos”, sustentou.
O despacho que determinou o desmembramento da apuração foi proferido na mesma semana em que o site The Intercept Brasil relevou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negociou com o banqueiro Daniel Vorcaro um financiamento de R$ 134 milhões para financiar o filme.
Segundo Dino, o desmembramento é para “melhor organização dos atos processuais e delimitação do objeto da presente ação de controle abstrato”.
A ação original, relatada por Dino, é a que trata sobre o controle de transparência e rastreabilidade das emendas parlamentares.