Cientistas alertam: o El Niño que está a caminho pode elevar a temperatura global a um nível recorde ainda em 2026 e aumentar drasticamente em 2027.

Foto: Copernicus/Reprodução
O alerta é dos cientistas James Hansen, Pushker Kharecha, Dylan Morgan e Jasen Vest, em um artigo publicado pela Universidade de Colúmbia, nos Estados Unidos.
Hansen é descrito como “um dos cientistas mais influentes da história da climatologia” segundo a MetSul Meteorologia. O pesquisador liderou a unidade de estudos climáticos da Nasa por anos.
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Sobre o próximo El Niño, que vai atingir o planeta entre 2026 e 2027, ainda que ele não seja tão forte quanto algumas previsões apontam, os cientistas reiteram que o fenômeno tem potencial para aumentar a temperatura global até níveis recorde.
Esse “aviso extremo” será resultado não apenas do El Niño, mas de um conjunto de fatores, já que o planeta está mais quente. Sozinho, ele já é preocupante, mas o resultado pode ser ainda pior ao ocorrer o aquecimento global.
Combinado com ondas de calor marinhas, um período onde a temperatura na superfície do mar fica anormalmente alta, ele pode resultar em ciclones tropicais, produzindo rajadas de vento na velocidade máxima, tempestades e precipitação.
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O El Niño é um fenômeno natural, que ocorre no Oceano Pacífico Equatorial. Nas condições normais, o vento sopra de leste para oeste causando o acúmulo de água quente perto da Ásia, o que permite que a água fria suba até a costa da América do Sul. Durante o fenômeno, isso se inverte, o que altera o clima em várias partes do planeta, segundo a MetSul.
Os cientistas alertam que o El Niño não é o único motivo para o “aviso extremo” sobre a temperatura nos próximos anos, mas sim porque o aquecimento global está mais avançado do que antes, o que torna o sistema climático mais sensível.
Até os anos 2030, a temperatura da Terra deve estar até 2ºC mais quente, estimam os pesquisadores, já que o aquecimento global está acelerado desde 2015, mais ou menos.
“O calor armazenado nas camadas mais profundas do oceano está aumentando, um indicativo de que energia está sendo acumulada e pode emergir na superfície nos próximos meses com o El Niño”, explica a MetSul.
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“Super-Duper El Niño”?
Embora a informação trazida pela mídia sobre um “Super El Niño” irrite parte da comunidade científica, os pesquisadores reiteram que as previsões, durante momentos de incerteza, são uma abordagem valiosa, “com o potencial de aumentar nosso entendimento”.
Que um El Niño vai acontecer até 2027 é fato, e parece que ele será um dos fortes, mas os cientistas alertam que ainda é preciso de mais tempo para entender se ele poderá ser classificado como um “super”.