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RIO DE JANEIRO

Estupro coletivo em Copacabana: Laudo confirma que vítima sofreu violência sexual, diz delegado

Delegado afirma que, além dos exames de corpo de delito, polícia baseia acusação de estupro em outras provas, como mensagens de celular, além de imagens de câmeras de monitoramento

Publicado em: 05/03/2026 às 11h:41 Última atualização: 06/03/2026 às 13h:46
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O delegado Ângelo Lages, da 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana), que investiga o estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos no Rio de Janeiro, informou que os resultados do exame de corpo de delito realizado na vítima confirmam a ocorrência de violência sexual.

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Novos casos de estupro por grupo de Copacabana são investigados no Rio | abc+



Novos casos de estupro por grupo de Copacabana são investigados no Rio

Foto: Agência Brasil

O perito disse que as lesões são compatíveis com o que ela nos relatou“, afirmou Lages em entrevista ao Estadão nesta quarta-feira (4). De acordo com o delegado, os exames apontam ferimentos nas regiões genitais, pernas e costelas.

No dia 31 de janeiro, a vítima foi convidada por um adolescente para ir a um apartamento em Copacabana. Conforme as investigações, outros agressores teriam entrado no quarto e praticado o estupro contra a jovem.

Os quatro réus acusados pelo crime – Mattheus Veríssimo Zoel Martins, João Gabriel Xavier Bertho, Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonim – estão presos após se apresentarem à polícia entre a última terça-feira (3), e esta quarta (4).

As defesas de Bertho e Simonim manifestaram-se alegando que a relação sexual foi consentida. A reportagem tenta localizar os representantes dos demais acusados. Todos os quatro respondem pelo crime de estupro.

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Já um adolescente que foi apontado pelas investigações como o articulador do crime segue em liberdade. A polícia enviou uma representação pela sua internação em uma unidade socioeducativa, mas o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro entendeu não haver necessidade imediata da medida.

Em nota, o MP-RJ informou que solicitou que o adolescente responda por ato infracional análogo ao crime investigado, mas afirmou que não “solicitou pedido de internação provisória”. “Eventuais medidas cautelares podem ser requeridas no decorrer da investigação”, acrescentou.

Ângelo Lages afirma que, além dos exames de corpo de delito, a polícia baseia a acusação de estupro em outras provas, como mensagens de celular trocadas entre os agressores e a vítima, além de imagens de câmeras de monitoramento que mostram os réus circulando pelo prédio. O delegado pediu também a quebra do sigilo telefônico dos envolvidos.

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Alguns dos réus, incluindo o adolescente, são investigados por envolvimento em outros casos de estupro. Em um deles, que teria ocorrido em 2023 contra uma vítima de 14 anos, e com um método semelhante ao crime praticado este ano, os agressores teriam filmado o ato enquanto a adolescente era abusada.

“Nós não sabemos se eles filmaram neste caso (de Copacabana). Por esse motivo também que estamos pedindo a quebra do sigilo telefônico dos envolvidos”, disse o delegado à reportagem.

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De acordo com os relatos, Mattheus Martins também estaria envolvido neste episódio e a polícia apura se João Gabriel Xavier Bertho também teria participado das agressões.

Uma outra denúncia apresentada à polícia informou que Vitor Hugo Oliveira Simonim teria abusado de uma jovem durante uma festa de escola em outubro do ano passado. Neste caso, o agressor teria agido sozinho, segundo as investigações. Ambos os casos ainda estão em apuração.

Estupro coletivo: Laudo confirma que vítima sofreu violência sexual, diz delegado
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