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Filho de Lula atendeu agentes da PF durante buscas na casa da sua ex-mulher

Segundo a Polícia Federal, ex-nora de Lula atuou para liberar recursos do MEC para empresa suspeita de fraudes

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Publicado em: 13/11/2025 às 11h:00 Última atualização: 13/11/2025 às 11h:00
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Marcos Cláudio Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, recebeu agentes da Polícia Federal durante buscas realizadas na residência de sua ex-esposa, Carla Ariane Trindade, em Campinas (SP), revelou o Blog Fausto Macedo, do Estadão.

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A operação ocorreu nesta quarta-feira (12), a partir das 6 horas, como parte da Operação Coffee Break, que investiga suspeitas de fraudes em licitações.

Os policiais federais apreenderam o celular de Carla, um computador e um caderno de capa dura durante a diligência.

Carla Ariane Trindade | abc+



Carla Ariane Trindade

Foto: Portal On/Reprodução

Conforme registrado no auto circunstanciado, Marcos Cláudio estava na casa junto com a ex-mulher, o filho do casal e os pais dela quando os agentes chegaram.

A ação policial, que terminou às 7h33, transcorreu “de forma tranquila”, segundo o relatório da PF, que afirmou não haver “nada digno de registro” quanto a incidentes durante a operação.

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Carla Ariane é investigada por supostamente receber propinas do empresário André Gonçalves Mariano, também alvo da operação e preso no mesmo dia. As investigações apontam que ela teria atuado para defender interesses dele junto ao governo federal e prefeituras.

Uma investigação da Polícia Federal apontou indícios que Carla Ariane, ex-nora do presidente Lula, atuou em Brasília para a liberação de recursos do FNDE [Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação] para a empresa investigada por suspeitas de fraudes em licitações e desvios de recursos públicos.

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A PF também cumpriu busca e apreensão nos endereços de Kalil Bittar, ex-sócio de um dos filhos de Lula, que também teria atuado para a mesma empresa.

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De acordo com a PF, a empresa de Mariano, Life Tecnologia Educacional, obteve lucros de pelo menos R$ 50 milhões com licitações em três cidades do interior paulista: Sumaré, Hortolândia e Limeira.

Os investigadores também identificaram que Carla viajou a Brasília com passagens pagas pelo empresário em pelo menos duas ocasiões durante 2024, nos meses de janeiro e maio.

A Operação Coffee Break foi autorizada pela 1ª Vara Federal de Campinas, que determinou a apreensão dos passaportes de Carla Ariane e Kalil Bittar.

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Suspeitas

As suspeitas envolvem a empresa Life Tecnologia Educacional, que recebeu dinheiro para fornecimento de kits e livros escolares para três prefeituras do interior de São Paulo. Segundo a PF, o material vendido era superfaturado e os valores eram desviados para empresas de fachada.

A Polícia Federal afirma que Carla “parece ter, ou alega ter, influência em decisões do Governo Federal, notadamente no FNDE”, bem como nos municípios de Mauá/SP, Diadema/SP, Campinas/SP, entre outros.

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Na agenda de Mariano apreendida pela PF, o nome de Carla estava acompanhado da alcunha “Nora”, uma referência ao seu antigo parentesco com Lula.

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Kalil Bittar, por sua vez, é irmão de Fernando Bittar, um dos dois donos do sítio de Atibaia que foi objeto de investigação na Lava Jato, e também foi um dos sócios de Fábio Luiz, o Lulinha, na empresa Gamecorp.

A PF diz ainda que André Mariano pagava uma “mesada” a Kalil em troca da defesa dos seus interesses no governo Lula após a eleição do presidente em 2022.

Segundo os investigadores, após o segundo turno das eleições presidenciais de 2022, “Mariano passa a apostar abertamente na maior influência de Kalil em ‘novos ministérios’, ‘MEC’, ‘estados do PT’, dentre outros”.

Fontes próximas informaram que, apesar de Marcos Cláudio estar na residência durante a operação, ele e Carla não mantêm mais relacionamento conjugal.

A defesa de Carla Ariane informou que solicitou acesso aos autos e “somente irá se manifestar após o conhecimento integral da investigação”.

A reportagem tentou contato com a defesa de André Mariano e com a empresa Life Tecnologia Educacional para obter posicionamento sobre as acusações. O Estadão também procurou a Secretaria de Comunicação do Palácio do Planalto e as defesas dos citados, mas não houve manifestação até a publicação da reportagem.

A operação prossegue com análise dos materiais apreendidos e aprofundamento das investigações sobre as supostas fraudes em licitações e o possível envolvimento dos investigados.

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