Uma possível greve dos caminhoneiros no Brasil levou a uma reunião entre o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística (CNTTL). A reunião deve acontecer ainda nesta quarta-feira (18), mas diferentes associações já estão se manifestando.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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A reunião foi informada em nota, na noite desta terça-feira (17). Em consequência, a CNTTL pediu a suspensão da paralisação aprovada pelos caminhoneiros autônomos de Santos, de São Paulo.
“Somos a favor das pautas prioritárias dos caminhoneiros, mas defendemos a suspensão desse movimento, porque conseguimos um canal de diálogo com a Secretaria-Geral da Presidência da República”, disse o presidente da CNTTL, Paulo João Estausia, o Paulinho do Transporte.
As pautas da reunião com Boulos são o fim da emissão de fretes abaixo do piso mínimo e a aplicação de multas, com possível cancelamento do Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC), para empresas que descumprirem o valor mínimo, entre outras.
Ainda nesta terça, a entidade havia manifestado apoio às mobilizações de caminhoneiros no País, diante do aumento do preço do diesel, mas voltou atrás após marcar o encontro com Boulos. “A CNTTL reforça que qualquer movimento paredista que por ventura acontecer não terá o seu apoio”, disse a entidade.
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Greve no Brasil
Antes da reunião entre governo federal e a CNTTL ser anunciada, uma possível greve dos caminhoneiros havia sido confirmada por diferentes associações, que decidiram pela manifestação em assembleias.
O presidente Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, é um dos representantes de entidades que confirmou a greve. Conhecido como Chorão, ele foi nas redes sociais e deu entrevistas a diferentes veículos reafirmando essa posição.
Já a Associação Nacional do Transporte Brasileiro (ANTB) afirmou ao ABCmais que as chances de haver uma paralisação são grandes. “Até agora, 70% da categoria optou por parar. Estamos junto com a categoria”, afirma. “Estamos a beira de uma paralisação nacional, acho que até o final desse mês.”
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Santa Catarina
Dentre elas, estava o Sindicato Dos Transportadores Autônomos De Cargas de Navegantes e região (Sinditac-Navegantes), de Santa Catarina. O presidente do coletivo confirmou, ainda na terça-feira, que os caminhoneiros das regiões estavam mobilizados para parar já nesta quinta-feira (19), ao meio dia. O anúncio foi feito nas redes sociais.
A mesma confirmação foi dada pela Associação Nacional dos Transportadores Autônomos de Carga (ANTC), de Itajaí, outra cidade de SC. No entanto, nenhuma das associações comentaram sobre a reunião entre o governo federal e a CNTTL que deve acontecer nesta quarta-feira (18).
Até o fechamento desta matéria, o Sindicato das Empresas de Transportes de Carga e Logística no Estado de Santa Catarina (Setcesc) não afirmou um posicionamento.
São Paulo
A Federação dos Caminhoneiros Autônomos de Cargas em Geral do Estado de São Paulo (Fetrabens) afirmou, em nota, que estão preocupados com uma possível paralisação.s
Rio Grande do Sul
O presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga e Logística no Estado do Rio Grande do Sul (Setcergs) afirmou, em entrevista à Rádio Gaúcha, que não há indicação para que haja uma greve da categoria.
Apesar de haver paralisações pontuais, principalmente de motoristas autônomos, ao redor do País, o presidente da entidade, Delmar Albarello, afirma que a Setcergs é contra a greve, mas respeita os caminhoneiros autônomos que queiram parar.
Em nota enviada à reportagem do ABCmais, a Federação dos Caminhoneiros e Transportadores Autônomos de Cargas (Fecam-RS) afirmou que “não há qualquer indicativo de paralisação ou greve da categoria para a data de hoje”. Isso após reuniões estratégicas com principais lideranças do setor.
“Embora exista uma preocupação real com a recente alta no preço do diesel, impulsionada pela instabilidade geopolítica no Oriente Médio, a entidade reforça que os rumores de greve não passam de especulação, mantendo o compromisso com o diálogo e a estabilidade do transporte de cargas no país”, reitera a entidade.