Sonia Moura, mãe de Eliza Samudio, se manifestou nas redes sociais após um passaporte da filha ser localizado em Portugal na última semana. Ela questionou a descoberta, afirmando que os fatos não parecem ter ocorrido por acaso e apontou questões pendentes a serem esclarecidas.

Foto: Reprodução
Na publicação, Sonia afirmou que a exposição do caso reabre a ferida, “aumenta o vazio e transforma a saudade em revolta”. “Minha filha tinha uma história, sonhos, um sorriso, e não pode ser reduzida a uma manchete fria.”
Sobre como o passaporte teria sido encontrado, ela acredita que ainda há informações a serem ditas. “A história divulgada está cheia de lacunas, coincidências e pontos que não se encaixam”, escreveu.
“Há fatos mal explicados, perguntas sem respostas e uma condução que apenas amplia a angústia de quem já vive um luto permanente. Essas lacunas não são detalhes – elas pesam, machucam e gritam por esclarecimento”, disse na publicação que acompanha uma foto de Eliza.
“Minha filha está morta. E essa é uma frase que nenhuma mãe deveria repetir todos os dias para si mesma. Ela carrega uma saudade que aperta o peito, que sufoca, que nunca descansa”, declarou.
Segundo o Itamaraty, o passaporte, que está expirado e cancelado, será enviado pelo Consulado-Geral do Brasil em Lisboa à sede do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília. Até o momento, não foram detalhadas as circunstâncias em que o documento foi encontrado.
Sonia Moura afirma que permanecerá em silêncio mas que irá exigir das autoridades respostas sobre o caso. “Minha filha merece respeito, verdade e justiça”.
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O caso
Eliza foi assassinada aos 25 anos, em 2010. Oito pessoas foram condenadas pelo crime, mas, até hoje, o corpo da modelo não foi encontrado. A suspeita principal, com base em relatos de testemunhas, é que o corpo tenha sido esquartejado e enterrado sob uma camada de concreto.
O ex-goleiro Bruno, com quem a modelo manteve um relacionamento, foi condenado em 2013 a 22 anos e três meses de prisão pelos crimes de homicídio, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado. O casal teve um filho que, à época, não tinha a paternidade reconhecida pelo ex-atleta.
Em janeiro de 2023, Bruno obteve liberdade condicional, após a pena ter sido progredida para o regime semiaberto em 2018.