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LEGISLAÇÃO

Influenciadores sem formação serão proibidos de falar sobre 6 tipos de assuntos no Brasil? Proposta de deputado prevê multa de até R$ 50 mil e conta suspensa; entenda

Proposta foi apresentada recentemente na Câmara dos Deputados e quer evitar que influenciadores falem sobre assuntos que possam colocar vidas em risco

Publicado em: 17/12/2025 às 11h:06 Última atualização: 17/12/2025 às 11h:06
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E se, nas redes sociais, somente dermatologistas formados e com especialização pudessem falar sobre cuidados com a pele? Isso seria possível com a proposta de lei do deputado Vicentinho Júnior (PP), que foi apresentada na Câmara dos Deputados. E quem infringir a legislação, pode ser multado em até R$ 50 mil e ter a conta suspensa.

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Deputado propõe que influenciadores só possam falar sobre assuntos que são formados | abc+



Deputado propõe que influenciadores só possam falar sobre assuntos que são formados

Foto: Anna Shvets/Pexels

Apresentado no final de novembro deste ano, o texto propõe que influenciadores sejam proibidos de divulgar conteúdos sobre temas que demandam conhecimentos especializados e que possam apresentar risco para os seguidores, a não ser que tenham certificação ou comprovação de qualificação técnica sobre o assunto.

E não basta que a pessoa possua uma formação: os seguidores devem ser informados sobre essa especialização.

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Assim, apenas nutricionistas qualificados poderiam falar sobre alimentação, por exemplo. Não se encaixaria, no entanto, caso uma pessoa estivesse fazendo vídeos de review sobre um livro ou indicando um filme.

Segundo a justificativa de Vicentinho Júnior, a falta de uma regulamentação específica para a atuação dos influenciadores, principalmente quando se tratando de temas que “exigem conhecimento especializado”, abre espaço para a desinformação e banalização de assuntos sérios e que podem impactar a vida das pessoas.

“Em muitas situações, conteúdos que aparentam ter credibilidade são, na verdade, baseados em opiniões pessoais ou informações não fundamentadas”, afirma. “O que pode levar seus seguidores a adotar decisões equivocadas.”

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Assuntos proibidos

A proposta também cita alguns assuntos que os influenciadores não poderiam falar sem uma formação técnica sobre. São eles:

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• medicamentos, terapias e serviços e procedimentos médicos;
• bebidas alcoólicas;
• tabaco e seus derivados;
• defensivos agrícolas;
• serviços de apostas e jogos de azar;
• serviços/produtos bancários e financeiros.

“Casos de automedicação, investimentos financeiros de alto risco e práticas inadequadas de alimentação e exercícios físicos são apenas alguns exemplos que ilustram as consequências diretas desse fenômeno”, aponta o deputado.

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O influenciador não poderia falar sobre os temas citados acima, nem participar de ações de comunicação, propagandas, publicidades e marketing. Por exemplo, apenas nutricionistas qualificados poderiam falar sobre alimentação ou promover um produto sobre.

O produtor de conteúdo também deve informar sobre o que está sendo divulgado e identificar a pessoa física ou jurídica responsável pelo pagamento, assim como os riscos associados ao consumo do bem ou serviço.

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Multa de até R$ 50 mil e perfil suspenso

Caso descumpra a lei, o influenciador receberia uma advertência com um prazo para adotar as “medidas corretivas”. Ele também poderia ser multado em R$ 50 mil e ter a conta suspensa temporariamente, inicialmente por até 90 dias, mas com o prazo podendo ser prorrogado.

Para o texto, o influenciador é alguém que divulga conteúdos nas redes sociais, sendo remunerado por isso ou não, com um número mínimo de seguidores que ainda será definido pela legislação.

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Ainda não há maiores informações quanto a como isso funcionaria ou de que maneira seria fiscalizado. Até esta quarta-feira (17), ainda não havia informações sobre a tramitação da proposta. Ou seja, o texto pode mudar.

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