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MORADOR DO VALE DO SINOS

MP não oferece denúncia e pede "diligências consistentes" à Polícia em caso de idoso preso após ter CNH usada por quadrilha

Outros 51 investigados que foram alvos da Operação Truck Hunters foram denunciados pelo Ministério Público

Publicado em: 17/12/2025 às 09h:35 Última atualização: 17/12/2025 às 09h:43
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O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) denunciou, nesta terça-feira (16), 51 pessoas por organização criminosa. Tratam-se de alvos da Operação Truck Hunters, deflagrada pela Polícia Civil em setembro deste ano. Os denunciados têm envolvimento com uma quadrilha especializada em furtos de caminhões no Vale do Sinos e região metropolitana. 

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Preso na operação e solto dois meses depois, o morador de Portão João Batista Fernandes, de 67 anos, não foi denunciado.

João Batista Fernandes, de 67 anos | abc+



João Batista Fernandes, de 67 anos

Foto: Arquivo pessoal

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Conforme o promotor de Justiça Tiago Moreira, o MPRS, inclusive, havia pedido a liberdade dele por não encontrar indícios suficientes de participação nos crimes. 

Na documento assinado pelo promotor e ao qual a reportagem teve acesso, consta a requisição à Polícia Civil de “diligências consistentes no aprofundamento das investigações, a fim de melhor apurar a conduta desses indiciados e o envolvimento com o grupo criminoso”. A ação é referente a João Batista e a outros três indiciados no inquérito policial.

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“[O MP] Oficiou a autoridade policial para que aprofunde as investigações e desenvolva qual seria a participação dessas pessoas que o MP está na dúvida, dentre elas o João. Com relação ao João, especificamente, ele quer que a autoridade policial diga se o João efetivamente tinha envolvimento com a organização criminosa, se ele cedeu seus documentos de forma consciente para a utilização em atos criminosos ou se ele teve os documentos utilizados indevidamente. Então a autoridade policial vai ter que se manifestar com relação a isto”, afirma o advogado de Fernandes, Adriano Oliveira. Ele destaca que o cliente é inocente. 

Além disso, o MP pediu o arquivamento parcial do inquérito por não encontrar provas suficientes contra uma mulher que havia sido indiciada. 

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Relembre o caso

João Batista mora com a irmã, o cunhado e com as duas sobrinhas em Portão. A casa da família foi alvo da Polícia Civil no dia 11 de setembro deste ano durante a Operação Truck Hunters. O aposentado foi solto só dois meses depois, no dia 17 de novembro. 

Conforme a defesa, uma Carteira Nacional de Habilitação (CNH) vencida, entregue no Centro de Habilitação de Condutores (CFC) do município quando ele renovou o documento, foi a única prova que a Polícia Civil usou para pedir a sua prisão preventiva à Justiça.

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Segundo o advogado Adriano Oliveira, a CNH de João Batista foi usada em setembro de 2023 por uma quadrilha especializada em furto de caminhões com o objetivo de alugar um galpão. O membro da organização criminosa teria dito à proprietária que ele era seu sócio. “No celular de um dos membros dessa organização, eles (os policiais) localizaram a CNH do João Batista.” A defesa destaca que o imóvel sequer foi alugado.

Depois que o MP pediu a liberdade de Fernandes, a Justiça revogou a prisão domiciliar. Assim, o morador de Portão pôde retirar a tornozeleira eletrônica no dia 28 de novembro.

Operação 

O idoso e mais 20 pessoas foram presas na Operação Truck Hunters. A investigação da Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Cargas (DRFC) e da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRCOR), ambas do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), foi contra uma quadrilha especializada em furto de caminhões.

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