Há dois meses, um morador de Portão, no Vale do Sinos, foi preso em uma operação policial. Desde então, a família de João Batista Fernandes, de 67 anos, tem se mobilizado. Os parentes do técnico em enfermagem aposentado afirmam que ele é inocente.
Conforme a defesa, uma Carteira Nacional de Habilitação (CNH) vencida, entregue no Centro de Habilitação de Condutores (CFC) do município quando ele renovou o documento, foi a única prova que a Polícia Civil usou para pedir a sua prisão preventiva à Justiça.

Foto: Reprodução
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O advogado Adriano Oliveira explica que a CNH foi usada em setembro de 2023 por uma quadrilha especializada em furto de caminhões com o objetivo de alugar um galpão. O membro da organização criminosa teria dito à proprietária que João Batista era seu sócio. “No celular de um dos membros dessa organização, eles (os policiais) localizaram a CNH do João Batista.” A defesa destaca que o imóvel sequer foi alugado.
“Eu, particularmente, estou convencido com relação à inocência do João Batista. Eu tenho pra mim que essa organização criminosa tem tentáculos dentro do Detran, se apropriou da CNH dele e mandou pra um dos membros dessa organização criminosa para que ele utilizasse esse documento”, comenta o advogado.
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Irmã diz que operação foi um trauma para a família
João Batista mora com a irmã, o cunhado e com as duas sobrinhas. A casa da família foi alvo da Polícia Civil no dia 11 de setembro deste ano durante a Operação Truck Hunters.
“Chegaram em torno de 5 horas da manhã. Arrebentaram o portão eletrônico, quebraram a porta da frente da nossa casa gritando ‘polícia, polícia’. Dez homens fortemente armados, apontando suas armas para nós. Muito triste entrando na casa da gente como se fôssemos marginais. Foi um grande trauma para nossa família”, conta a irmã, Silvia Maria Fernandes Kempfer. “João, meu mano querido, não existe pessoa mais do bem e honesta que ajuda a todos e só faz o bem”, defende.
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O idoso e mais 20 pessoas foram presas. Conforme a investigação da Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Cargas (DRFC) e da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRCOR), ambas do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), os alvos são integrantes de uma quadrilha. “O grupo aterrorizou por cerca de dois anos caminhoneiros e empresários do ramo de transporte no Estado, combinando furtos de veículos de cargas com extorsão das vítimas e operação de desmanche em escala industrial”, disse a Polícia no dia da operação.
No mesmo dia, o advogado entrou com pedido de habeas corpus, que foi negado pela 7ª Câmara Criminal. O advogado entrou com pedidos de liminar e segue aguardando pela manifestação do órgão.
A reportagem procurou o delegado Gabriel Lourenço, responsável pela investigação, que não se manifestou.