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LIBERDADE PROVISÓRIA

"Agora vamos para uma outra batalha": Morador do Vale do Sinos é solto; família afirma que ele foi preso injustamente

Na tarde de segunda-feira (17), uma manifestação foi feita em frente ao Foro Central, em Porto Alegre

Publicado em: 18/11/2025 às 10h:55 Última atualização: 18/11/2025 às 15h:00
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A família de João Batista Fernandes, de 67 anos, comemora o retorno do morador de Portão para casa. Preso há dois meses em uma operação policial, o técnico em enfermagem aposentado recebeu liberdade provisória na noite desta segunda-feira (18). Os parentes afirmam que ele é inocente. Mais cedo, uma manifestação havia sido feita em frente ao Foro Central, em Porto Alegre. 

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Manifestação foi feita em frente ao Foro Central, em Porto Alegre, na tarde de segunda-feira (17) | abc+



Manifestação foi feita em frente ao Foro Central, em Porto Alegre, na tarde de segunda-feira (17)

Foto: Arquivo pessoal

O Alvará de Soltura foi assinado pelo juiz no último domingo (16) e a decisão foi disponibilizada no sistema do Judiciário no dia seguinte. Mesmo assim, o protesto foi mantido e ocorreu na tarde desta segunda. “Na verdade, o João Batista só saiu do sistema. Foi revogada a prisão preventiva dele, mas foi subscrito por prisão domiciliar com tornozeleira. Ou seja, ele saiu da Cadeia Pública de Porto Alegre para ficar recolhido dentro da casa dele”, explica o advogado Adriano Oliveira.

O idoso foi solto por volta das 20 horas desta segunda-feira. 

João Batista Fernandes com o advogado e a família | abc+



João Batista Fernandes com o advogado e a família

Foto: Arquivo pessoal

“Agora vamos para uma outra batalha. Primeiro passo a gente conseguiu, que era tirar o João Batista lá de dentro da cadeia, que confesso, não sei se ele aguentaria mais um mês lá dentro. O estado dele está deplorável”, destaca Oliveira.

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Entenda o caso

Conforme a defesa, uma Carteira Nacional de Habilitação (CNH) vencida, entregue no Centro de Habilitação de Condutores (CFC) do município quando ele renovou o documento, foi a única prova que a Polícia Civil usou para pedir a sua prisão preventiva à Justiça.

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Segundo o advogado, a CNH foi usada em setembro de 2023 por uma quadrilha especializada em furto de caminhões com o objetivo de alugar um galpão. O membro da organização criminosa teria dito à proprietária que João Batista era seu sócio. “No celular de um dos membros dessa organização, eles (os policiais) localizaram a CNH do João Batista.” A defesa destaca que o imóvel sequer foi alugado.

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“Eu, particularmente, estou convencido com relação à inocência do João Batista. Eu tenho pra mim que essa organização criminosa tem tentáculos dentro do Detran, se apropriou da CNH dele e mandou pra um dos membros dessa organização criminosa para que ele utilizasse esse documento”, comenta o advogado.

Irmã conta que operação foi um trauma para a família

João Batista mora com a irmã, o cunhado e com as duas sobrinhas. A casa da família foi alvo da Polícia Civil no dia 11 de setembro deste ano durante a Operação Truck Hunters.

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Idoso foi preso em casa em Portão no dia 11 de setembro | abc+



Idoso foi preso em casa em Portão no dia 11 de setembro

Foto: Reprodução

“Chegaram em torno de 5 horas da manhã. Arrebentaram o portão eletrônico, quebraram a porta da frente da nossa casa gritando ‘polícia, polícia’. Dez homens fortemente armados, apontando suas armas para nós. Muito triste entrando na casa da gente como se fôssemos marginais. Foi um grande trauma para nossa família”, conta a irmã, Silvia Maria Fernandes Kempfer. “João, meu mano querido, não existe pessoa mais do bem e honesta que ajuda a todos e só faz o bem”, defende.

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O idoso e mais 20 pessoas foram presas. Conforme a investigação da Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Cargas (DRFC) e da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRCOR), ambas do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), os alvos são integrantes de uma quadrilha. “O grupo aterrorizou por cerca de dois anos caminhoneiros e empresários do ramo de transporte no Estado, combinando furtos de veículos de cargas com extorsão das vítimas e operação de desmanche em escala industrial”, disse a Polícia no dia da operação.

A reportagem procurou o delegado Gabriel Lourenço, responsável pela investigação, que não se manifestou.

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