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RIO DE JANEIRO

Mais de 60 pessoas morrem em megaoperação contra o Comando Vermelho

Ação policial teve início na manhã desta terça-feira (28) nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro; entre as vítimas, estão quatro policiais

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Publicado em: 28/10/2025 às 15h:45 Última atualização: 28/10/2025 às 16h:17
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Uma megaoperação policial contra o Comando Vermelho já deixa, na tarde desta terça-feira (28), pelo menos 64 pessoas mortas, incluindo quatro policiais. A ação mobilizou 2,5 mil agentes de segurança nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, resultando na prisão de 81 suspeitos e na apreensão de 75 fuzis.

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Megaoperação no RJ tem bombas lançadas por drones | abc+



Megaoperação no RJ tem bombas lançadas por drones

Foto: Reprodução

A operação foi deflagrada na manhã de hoje para conter o avanço territorial da facção criminosa e capturar lideranças do tráfico que atuam no Rio e em outros estados. Segundo informações do portal Metrópoles, as forças policiais enfrentaram forte resistência dos criminosos, que utilizaram barricadas, drones, bombas e armas de fogo contra os agentes.

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Entre as vítimas estão dois policiais civis e dois militares. Um dos policiais civis foi identificado como Marcos Vinicius Cardoso Carvalho, 51, conhecido como Máskara, chefe da 53ª Delegacia de Polícia (Mesquita). O outro policial civil morto foi Rodrigo Velloso Cabral, 34, lotado na 39ª DP (Pavuna). A identidade dos policiais militares não foi divulgada.

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A ação tinha como objetivo cumprir 51 mandados de prisão contra traficantes. O Ministério Público do Rio de Janeiro, por meio do Gaeco, denunciou 67 pessoas por associação para o tráfico, sendo que três delas também foram acusadas de tortura. O MPRJ identificou o Complexo da Penha como uma das principais bases do projeto expansionista da facção criminosa.

Participaram da operação a Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), a Coordenadoria de Recursos Especiais (Core/PCERJ) e o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope/PMERJ).]

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Os complexos do Alemão e da Penha são considerados estratégicos para o tráfico devido à proximidade com vias expressas, facilitando o escoamento de drogas e armamentos, especialmente em direção a comunidades da região de Jacarepaguá.

Entre os 81 detidos está Thiago do Nascimento Mendes, conhecido como “Belão do Quintugo”, considerado braço direito de Edgard Alves de Andrade, o Doca, apontado como uma das principais lideranças do CV na região. As autoridades confirmaram que, em retaliação à megaoperação, traficantes do Comando Vermelho lançaram bombas com drones contra policiais da Core.

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Não foram divulgadas informações sobre a identidade das outras 60 pessoas que perderam a vida durante o confronto, nem sobre possíveis feridos. Também não há detalhes sobre quantos dos 51 mandados de prisão foram efetivamente cumpridos.

De acordo com a denúncia do Gaeco, Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca, é apontado como a principal liderança do CV no Complexo da Penha e em outras comunidades da zona oeste, como Gardênia Azul, César Maia e Juramento, algumas recentemente conquistadas pela milícia. O documento também identifica outros líderes da organização criminosa, como Pedro Paulo Guedes, conhecido como “Pedro Bala”; Carlos Costa Neves, o “Gadernal”; e Washington Cesar Braga da Silva, chamado de “Grandão” ou “Belão do Quintugo”.

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Durante entrevista coletiva realizada no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC),na Cidade Nova, o governador Cláudio Castro (PL) afirmou que não solicitou apoio ao governo federal para essa operação. “Tivemos pedidos negados três vezes. Para emprestar o blindado, tinha que ter GLO (Garantia da Lei e da Ordem), e o presidente (Lula) é contra a GLO. Cada dia é uma razão para não colaborar”, disse.

“O estado está fazendo a sua parte, sim, mas, quando se fala em exceder — exceder, inclusive, as nossas competências —, já era para haver um trabalho de integração muito maior com as forças federais – o que, neste momento, não está acontecendo”, acrescentou o governador.”

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