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SAÚDE

METANOL: Ministério da Saúde confirma 225 registros de intoxicação no Brasil; veja situação no RS

Número leva em conta casos investigados e confirmados que vêm sendo reportados pelos estados

Publicado em: 06/10/2025 às 06h:53 Última atualização: 06/10/2025 às 06h:56
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O Ministério da Saúde confirmou 225 registros de intoxicação por metanol após ingestão de bebida alcoólica no Brasil. O número, divulgado na noite desta domingo (5), leva em conta casos investigados e confirmados que vêm sendo reportados pelos estados e consolidados pelo Centro de Informações Estratégicas e Resposta em Vigilância em Saúde Nacional (Cievs).

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Ministério da Saúde | abc+



Ministério da Saúde

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Em todo o País, são 16 casos confirmados. Os outros 209 ainda estão sob investigação em 13 estados – Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pernambuco, Paraná, Rondônia, São Paulo, Piauí, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Paraíba e Ceará. Bahia e Espírito Santo tiveram os casos registrados descartados.

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Suituação no Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul, dos dois casos suspeitos de intoxicação divulgados no sábado (4) pelo Ministério da Saúdeum seguirá sob investigação e o outro foi totalmente descartado

A situação foi confirmada neste domingo (5). Mais cedo, a Polícia apreendeu 135 garrafas de bebidas no RS por suspeita de adulteração.

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Sobre os casos, um seria em Porto Alegre e o outro em Santa Maria. No caso da capital, um homem de 38 anos procurou atendimento no Hospital Pronto Socorro (HPS) e foi internado, depois de ingerir cachaça e passar mal.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES), o paciente foi medicado, apresentou melhora e não teve sequelas. Nesta segunda-feira (6), as amostras de sangue coletadas do paciente de Porto Alegre serão encaminhadas para análise laboratorial, que seria feita no Centro de Informação Toxicológica (CIT), na Capital.

No entanto, devido a um problema técnico no laboratório, segundo a SES, as amostras serão encaminhadas para Santa Catarina. Portanto ainda não se tem como estimar o tempo para receber o resultado neste momento.

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O outro caso referia-se a uma pessoa, sem sexo e idade confirmados, da cidade de Santa Maria. Este caso foi descartado. A prefeitura confirmou à reportagem que não há registro de suspeita ou confirmação de intoxicação por metanol na cidade. 

Ainda de acordo com a Vigilância em Saúde da cidade do Centro do Estado, não foi recebida nenhuma notificação oficial referente a esse tipo de ocorrência nos serviços de saúde locais. A superintendência de Vigilância em Saúde de Santa Maria informou, ainda, que o fluxo de informações segue o protocolo de notificação obrigatória. A Prefeitura segue em monitoramento constante.

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Intoxicação por metanol em São Paulo

São Paulo concentra a maior parte das notificações, entre 14 confirmadas e outras 178 em investigação. Os dois óbitos já confirmados por intoxicação por metanol no Brasil também aconteceram no estado.

A primeira morte confirmada foi a de um homem de 54 anos, no dia 15 de setembro. Depois, nesta sábado (4), a Secretaria de Saúde de São Paulo divulgou a segunda vítima, um homem de 46 anos. Ambos eram da capital paulista.

A capital é a cidade com o maior número de registros – são 85 suspeitos e 11 confirmados. São Bernardo do Campo vem na sequência, com 45 casos – 44 suspeitos e um confirmado.

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Outros casos foram confirmados em Guarulhos e Itapecerica da Serra. Fora do estado de São Paulo, os outros dois casos já confirmados foram registrados em Curitiba.

Há outras 13 mortes em investigação: sete em SP, três em Pernambuco, uma no Mato Grosso do Sul, uma na Paraíba e uma no Ceará.

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Quais são as orientações para os consumidores ao comprar bebidas, segundo o Procon?

  • Procure estabelecimentos conhecidos ou dos quais tenha referência;
  • Desconfie de preços muito baixos – no mínimo podem indicar alguma falha como sonegação e adulteração, por exemplo;
  • Observe a apresentação das embalagens e o aspecto do produto: lacre ou tampa tortos ou “diferentes”, rótulo desalinhado ou desgastado, erros de ortografia ou logos com “variações”, ausência de informações como CNPJ, endereço do fabricante ou distribuidor, número do lote, e outra imperfeição perceptível;
  • Ao notar alguma diferença, não fazer testes caseiros como cheirar, provar ou tentar queimar a bebida. Essas práticas não são seguras nem conclusivas;
  • Fique atento a sintomas após o consumo: visão turva, dor de cabeça intensa, náusea, tontura ou rebaixamento do nível de consciência, isso pode indicar intoxicação por metanol ou por bebida adulterada;
  • Busque atendimento médico imediato: se houver qualquer sintoma suspeito, o consumidor deve procurar urgência médica sem demora.

A Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe) também traz dicas para o consumidor

  • Ao comprar uma garrafa de bebida alcoólica, o consumidor deve estar atento ao lacre de segurança, o estado do rótulo e a vedação da tampa;
  • Vale checar também o registro do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que rastreia todo o processo de produção e comercialização das bebidas, e precisa estar no rótulo;
  • O consumidor deve checar também a presença de um selo do Imposto de Produto Industrializado (IPI), que deve estar presente;
  • Todas as bebidas internacionais vendidas no Brasil apresentam, obrigatoriamente, informações em português no rótulo. Vale conferir;
  • Uma outra dica é desconfiar do preço. Bebidas consideradas caras (como gim, uísque e vodka importados) sendo vendidas a preços muito abaixo do normalmente praticado devem funcionar como alerta;
  • Em bares e restaurantes, se houver alguma desconfiança, vale pedir que o garçom sirva a bebida na frente do consumidor;
  • Na hora de beber, confira se a bebida apresenta odor, gosto e coloração alterados. O metanol tem cheiro de álcool comum e é incolor. Mas quando acrescentado a uma bebida alcoólica, altera completamente o sabor.

(*) Com informações do Estadão

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