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MEGAOPERAÇÃO NO RIO

Perícia revela que integrante do Comando Vermelho foi decapitado ainda com vida durante operação no Rio de Janeiro

Laudo aponta que Yago Ravel Rodrigues Rosário, de 19 anos, sofreu ferimentos por disparos antes da decapitação

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Publicado em: 06/11/2025 às 16h:42 Última atualização: 06/11/2025 às 20h:09
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Laudo pericial obtido com exclusividade revela que Yago Ravel Rodrigues Rosário, integrante do Comando Vermelho (CV), ainda apresentava sinais vitais quando teve sua cabeça decapitada.

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O documento foi acessado pela coluna Mirelle Pinheiro, do Metrópoles, nesta quarta-feira (5) e detalha as circunstâncias da morte ocorrida durante operação nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, em 28 de outubro.

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Yago Ravel foi encontrado decapitado na mata onde houve o confronto | abc+



Yago Ravel foi encontrado decapitado na mata onde houve o confronto

Foto: Reprodução/Redes sociais

Segundo a análise técnica, Yago foi inicialmente atingido por disparos de arma de fogo que provocaram ferimentos transfixantes no tórax e abdômen, causando intensa perda sanguínea. A perícia identificou infiltrações hemorrágicas que indicam atividade cardíaca ainda presente no momento anterior à decapitação.

O documento aponta que o corte no pescoço não apresentou sangramento expressivo, o que sugere que o corpo já estava em processo de colapso circulatório quando a cabeça foi removida. A causa da morte foi determinada como a combinação dos ferimentos provocados pelos disparos e a secção cervical completa, que atingiu vasos sanguíneos importantes e a medula.

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A vítima atuava na linha de frente da facção criminosa na região da Zona Norte do Rio. Após ser baleado, teve sua cabeça exposta em uma árvore na área onde acontecia a megaoperação policial.

A autoria da decapitação permanece sob investigação pelas autoridades. O secretário da Polícia Civil do Rio, Felipe Curi, quando questionado sobre o caso na semana passada, declarou: “Quem disse que foi a polícia que cortou a cabeça? Os criminosos podem ter feito novas lesões nos corpos, podem ter feito isso ai para chamar a atenção da imprensa”.

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A Polícia Civil defende a hipótese de que a cabeça de Yago teria sido arrancada por rivais da própria facção, possivelmente para construir uma “narrativa anti polícia”. As autoridades argumentam que seria improvável um policial conseguir alcançar o jovem logo após os disparos para realizar a decapitação, considerando a intensidade do confronto e o fato de ele estar cercado por comparsas do CV.

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As investigações sobre as circunstâncias da morte e da decapitação continuam em andamento, com a Polícia Civil do Rio buscando identificar os responsáveis pelo ato.

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