Laudo pericial obtido com exclusividade revela que Yago Ravel Rodrigues Rosário, integrante do Comando Vermelho (CV), ainda apresentava sinais vitais quando teve sua cabeça decapitada.
O documento foi acessado pela coluna Mirelle Pinheiro, do Metrópoles, nesta quarta-feira (5) e detalha as circunstâncias da morte ocorrida durante operação nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, em 28 de outubro.
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Foto: Reprodução/Redes sociais
Segundo a análise técnica, Yago foi inicialmente atingido por disparos de arma de fogo que provocaram ferimentos transfixantes no tórax e abdômen, causando intensa perda sanguínea. A perícia identificou infiltrações hemorrágicas que indicam atividade cardíaca ainda presente no momento anterior à decapitação.
O documento aponta que o corte no pescoço não apresentou sangramento expressivo, o que sugere que o corpo já estava em processo de colapso circulatório quando a cabeça foi removida. A causa da morte foi determinada como a combinação dos ferimentos provocados pelos disparos e a secção cervical completa, que atingiu vasos sanguíneos importantes e a medula.
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A vítima atuava na linha de frente da facção criminosa na região da Zona Norte do Rio. Após ser baleado, teve sua cabeça exposta em uma árvore na área onde acontecia a megaoperação policial.
A autoria da decapitação permanece sob investigação pelas autoridades. O secretário da Polícia Civil do Rio, Felipe Curi, quando questionado sobre o caso na semana passada, declarou: “Quem disse que foi a polícia que cortou a cabeça? Os criminosos podem ter feito novas lesões nos corpos, podem ter feito isso ai para chamar a atenção da imprensa”.
A Polícia Civil defende a hipótese de que a cabeça de Yago teria sido arrancada por rivais da própria facção, possivelmente para construir uma “narrativa anti polícia”. As autoridades argumentam que seria improvável um policial conseguir alcançar o jovem logo após os disparos para realizar a decapitação, considerando a intensidade do confronto e o fato de ele estar cercado por comparsas do CV.
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As investigações sobre as circunstâncias da morte e da decapitação continuam em andamento, com a Polícia Civil do Rio buscando identificar os responsáveis pelo ato.