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TENTATIVA DE GOLPE

PF prende ex-comandante da Marinha condenado a 24 anos por plano golpista

Almir Garnier Santos teria oferecido tropas a Bolsonaro para apoiar ruptura institucional, segundo acusação da Procuradoria-Geral da República

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Publicado em: 25/11/2025 às 15h:27 Última atualização: 25/11/2025 às 15h:29
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O ex-comandante da Marinha, Almir Garnier Santos, foi preso em uma unidade militar em Brasília nesta terça-feira (25) após ser condenado a 24 anos de prisão por envolvimento em uma trama golpista. A Procuradoria-Geral da República (PGR) apontou Garnier como o único dos três comandantes das Forças Armadas que concordou em participar de planos antidemocráticos durante o governo Bolsonaro.

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Almir Garnier Santos | abc+



Almir Garnier Santos

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A prisão aconteceu depois que Garnier foi condenado por cinco crimes: organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado contra patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado, segundo informações da GloboNews.

Conforme reportagem publicada pelo jornal O Globo, o militar foi detido após uma operação coordenada pela Polícia Federal em cumprimento ao mandado de prisão expedido pelo Supremo Tribunal Federal.

De acordo com a acusação da PGR, o militar teria disponibilizado tropas para o então presidente Jair Bolsonaro com o objetivo de apoiar uma tentativa de ruptura institucional. Esta ação representaria o reforço do braço militar necessário para executar o plano golpista.

A sentença que determinou os 24 anos de prisão pelos crimes relacionados à trama golpista foi proferida em novembro de 2025. Garnier comandou a Força Naval durante o governo Bolsonaro e, segundo a PGR, demonstrou adesão ao plano antidemocrático, diferentemente dos comandantes das outras Forças Armadas.

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Entre as provas apresentadas no processo está a delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. Em seu depoimento, Cid mencionou uma reunião realizada no Palácio da Alvorada em 7 de dezembro de 2022, quando Bolsonaro apresentou uma minuta golpista aos comandantes militares. Segundo o relato, Garnier manifestou apoio à proposta.

A defesa de Garnier contesta as acusações e aponta contradições nos depoimentos dos outros ex-comandantes. Enquanto o ex-comandante da Aeronáutica, Baptista Júnior, afirmou que Garnier teria disponibilizado tropas para Bolsonaro, o ex-comandante do Exército, Freire Gomes, declarou que ele apenas se colocou “com o Presidente”, respeitando a hierarquia militar.

“Há, portanto, contradição que deve ser resolvida a favor do réu”, argumentam os advogados. A defesa também questiona a credibilidade da delação de Mauro Cid, alegando que seu depoimento contém omissões e inconsistências.

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Os advogados de Garnier sustentam ainda que não existem elementos probatórios suficientes para estabelecer uma ligação direta entre o ex-comandante da Marinha e os eventos de 8 de janeiro de 2023, quando manifestantes invadiram as sedes dos Três Poderes em Brasília.

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