Uma praga quarentenária foi encontrada em uma carga de cerejas frescas, importadas do Chile, quando estavam no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. Por conta disso, mais de uma tonelada da fruta foi destruída.

Foto: Allan Zubiate/Mapa
Em SP, a carga foi analisada pelo sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) do aeroporto, durante uma ação de rotina. A equipe do Ministério da Agricultura Pecuária (Mapa) coletou amostras das frutas, onde encontraram o que pareciam ácaros. O caso aconteceu em 6 de novembro.
Eles enviaram as amostras ao laboratório da rede oficial do Mapa para identificar qual era a espécie e, quatro dias depois, descobriram: se tratava da praga Brevipalpus chilensis, conhecida também como falso ácaro vermelho chileno.
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Falso ácaro vermelho chileno
Encontrado somente no Chile e na Argentina, especialmente na província de Rio Negro, ao norte da Patagônia, ele ataca cerca de 40 plantas hospedeiras. Isso inclui frutíferas, florestais e mais.
Os principais hospedeiros dessa praga são a uva, limão, laranja, kiwi e a cherimoia, uma fruta originária dos Andes, da família da fruta-do-conde. No entanto, também pode ocorrer em figo e caqui.

Foto: Rodrigo Martins/Mapa
O falso ácaro vermelho chileno é chamado de praga quarentenária por ser um organismo de importância econômica, que apresenta risco para áreas em que ainda não está presente ou não está amplamente distribuído.
No Brasil, a cultura da uva possui duas pragas quarentenárias que não estão no País, consideradas prioritárias pois apresentam risco elevado, segundo o Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas do Mapa e a Embrapa.
Uma delas é o falso ácaro vermelho chileno, encontrado nas cerejas. A outra é a traça-da-uva (Lobesia botrana), também conhecida como traça-europeia-dos-cachos-da-videira.
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O que aconteceu com as cerejas?
A carga, que possuía 1.120 quilos cerejas frescas, foi fumigada no aeroporto como uma medida preventiva para reduzir o risco de introduzir e espalhar a praga. Em seguida, teriam sido destruídas, conforme o Mapa.
“O procedimento segue a legislação vigente e tem como objetivo proteger a produção nacional agrícola de pragas ausentes que podem causar danos econômicos”, afirma o ministério.