A Associação Nacional de Jornais (ANJ) reuniu algumas das principais lideranças do setor nesta quinta-feira (4), em São Paulo, para entregar o Prêmio de Liberdade de Imprensa 2025, homenagear os jornais centenários do País e, ainda, discutir o uso de inteligência artificial na produção de conteúdo. Representantes do Grupo Sinos participaram do encontro.
O Prêmio de Liberdade de Imprensa 2025 foi entregue à presidente do Instituto Palavra Aberta, Patrícia Blanco, pelo presidente do Conselho de Liberdade de Imprensa da ANJ, Francisco Mesquita Neto, e pelo presidente executivo da entidade, Marcelo Rech.
“Celebramos hoje o trabalho do Instituto Palavra Aberta, uma iniciativa coletiva e inovadora que, há 15 anos, parece ter antecipado com precisão o mundo em que vivemos: um ambiente cada vez mais digital, no qual o grande desafio gira em torno de um conceito que está longe de ser modismo ou mero jogo de palavras: a integridade da informação”, disse Mesquita Neto.
“Na prática, o Palavra Aberta defende de forma incansável algo essencial para qualquer sociedade que deseja permanecer livre e avançar: as liberdades de imprensa e de expressão, o direito de anunciar, o acesso à informação e ao conhecimento e, sobretudo, a participação crítica e construtiva no ambiente online. Em outras palavras, a cidadania”, acrescenta o publisher do Grupo Estado.
“O prêmio reconhece a trajetória do instituto como referência nacional na proteção do jornalismo, na promoção da cidadania informacional e no incentivo a práticas voltadas a uma sociedade mais justa e plural”, resume Macelo Rech.
Ao receber o prêmio, Patrícia Blanco destacou os avanços da entidade. “Nesses 15 anos, o Palavra Aberta cresceu, se fortaleceu e se tornou nacional, com presença em todos os Estados, especialmente por meio do EducaMídia”. Em 2025, o instituto impactou mais de 3 milhões de estudantes, ampliando ações em parceria com redes estaduais e reforçando seu papel como agente de transformação.
Jornais centenários
Após a entrega do prêmio, a ANJ celebrou os jornais associados que chegaram aos 100 ou mais anos. “Os jornais centenários são guardiões da história do País”, destaca Marcelo Rech.
“Com enorme facilidade e baixo custo, grupos mal-intencionados têm utilizado a IA para distorcer fatos, criar ilusões quase reais e gerar incerteza”, diz Francisco Mesquita Neto. “Celebrar nossos jornais centenários é celebrar a credibilidade, decisiva para o aprimoramento da democracia e do desenvolvimento sustentado”, comenta.
Os jornais homenageados
ACidade On (Ribeirão Preto) – 120 anos
A Notícia (Joinville) – 102 anos
A Tarde (Salvador) – 113 anos
A Tribuna (Santos) – 131 anos
Correio do Povo (Porto Alegre) – 130 anos
Cruzeiro do Sul (Sorocaba) – 122 anos
Folha de S. Paulo – 104 anos
Gazeta do Povo (Curitiba) – 106 anos
Jornal do Commercio (Manaus) – 121 anos
Jornal do Commercio (Recife) – 106 anos
Monitor Mercantil (RJ) – 113 anos
O Globo (RJ) – 100 anos
O Estado de S.Paulo – 150 anos
Após a premiação, a ANJ promoveu o painel “IA e o futuro do jornalismo”, com a participação de líderes de algumas das principais redações do País. Participaram Sérgio Dávila, da Folha de S.Paulo; Eurípedes Alcântara, do O Estado de S.Paulo; Alan Gripp, de O Globo; e Patrícia Blanco, do Instituto Palavra Aberta. A mediação foi de Marta Gleich, diretora de jornalismo e esporte do Grupo RBS.