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"Se for para quebrar o Brasil, que seja rápido", diz Luciano Hang sobre fim da escala 6x1

Empresário ainda ironizou proposta da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que prevê redução da carga semanal para 36 horas em uma jornada 4x3

Publicado em: 28/05/2026 às 17h:04 Última atualização: 28/05/2026 às 17h:05
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O empresário Luciano Hang, dono da Havan, publicou críticas nas redes sociais contra a proposta que prevê o fim da escala 6×1 no Brasil. As manifestações ocorreram nesta quarta-feira (27), horas antes de a PEC ser aprovada na Câmara dos Deputados.

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“Se for para quebrar o Brasil, que seja rápido”, diz Luciano Hang sobre fim da escala 6×1

Foto: Anderson Riedel

Hang relacionou a mudança a possíveis consequências negativas na economia, como aumento da inflação e fechamento de empresas. O empresário compartilhou imagens e textos sobre perda de competitividade, inflação e desemprego.

“Eu sou a favor da escala 4×3. Se for para quebrar o Brasil, que seja rápido”, escreveu Luciano Hang, ironizando a proposta da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que prevê redução da carga semanal para 36 horas.

O dono da Havan afirmou que “riqueza não nasce de decreto” e depende de produção, trabalho e investimentos. Hang defendeu que o País deveria discutir produtividade, inovação e crescimento econômico em vez da redução da jornada de trabalho.

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Entre as frases compartilhadas pelo empresário estavam: “Menos trabalho. Menos produção. Menos competitividade.”

Hang também escreveu: “Nenhum país ficou rico trabalhando menos e produzindo menos.” O empresário acrescentou: “A conta sempre chega. E quem paga é o povo.”

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No texto publicado junto às imagens, Luciano Hang afirmou que o brasileiro “não quer trabalhar menos”, mas sim “ganhar mais e crescer na vida”.

O empresário comparou o modelo brasileiro ao sistema de contratação por hora comum nos Estados Unidos. Hang afirmou que aumentar custos trabalhistas pode gerar menos investimentos, redução de oportunidades, produtos mais caros e enfraquecimento da economia.

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Fim da escala 6×1

A Câmara dos Deputados concluiu na noite desta quarta-feira a votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1 e reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. O texto segue para o Senado.

O tema é bandeira eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e foi abraçado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

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No primeiro turno, o texto foi aprovado por 472 a 22 — precisava de pelo menos 308 votos para passar. No segundo turno, foram 461 votos a 19.

No primeiro turno, PSOL e PL apresentaram destaques (sugestões de mudança à PEC) para votar preferencialmente a proposta apresentada por Erika Hilton, que reduz a jornada para 36 horas semanais e estabelece uma escala 4×3.

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No caso do partido de Jair Bolsonaro, a intenção era tentar desgastar o governo Lula, que é contrário a essa mudança.

Os dois destaques foram prejudicados depois da aprovação de uma emenda do líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS), que praticamente reproduziu o texto do relator, Leo Prates (Republicanos-BA). Isso impediu o governo de ter de votar contra a escala 4×3.

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O PL, porém, ainda tentou tentar retirar o prazo de transição de 60 dias para redução da jornada para 42 horas semanais e a entrada em vigor da escala 5×2 e também suprimir um dispositivo que trata de contratos de licitação e administrativos da União, Estados e municípios. Motta considerou que os destaques não eram mais válidos por causa da aprovação da emenda.

Já no segundo turno, por sua vez, o PL orientou a favor da aprovação da PEC.

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