A Primeira Turma do STF condenou, por unanimidade, os irmãos Brazão – Domingos Brazão e Chiquinho Brazão –, além de Ronald Alves de Paula, Rivaldo Barbosa e Robson Calixto como os responsáveis por arquitetar, ordenar e tentar acobertar os assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes.

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O ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal, foi acompanhado integralmente pelo ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino.
A dosimetria das penas será estabelecida nesta quarta pelos ministros.
Todos estão presos preventivamente e negam as acusações.
“Peitando o interesse de milicianos”
Logo na abertura do voto, o relator Alexandre de Moraes apresentou sua interpretação sobre as motivações do assassinato da ex-vereadora.
“Se juntou a questão política com a misoginia, o racismo, a discriminação. Marielle Franco era uma mulher preta, pobre, que estava, no popular, peitando os interesses de milicianos. Qual o recado mais forte que poderia ser feito? Na cabeça misógina, preconceituosa de mandantes e executores, quem iria ligar para isso? ‘Vamos eliminá-la e isso não terá grande repercussão’.”
Aos prantos, a mãe
A mãe da ex-vereadora assassinada, Marinete da Silva, deixou o plenário aos prantos amparada pela filha e ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, no momento em que Moraes descreveu a delação de Ronnie Lessa – executor do atentado – em que ele descreve o planejamento do assassinato. Um bombeiro do STF acompanhou as duas.