No último dia 9 de julho, o presidente dos Estados Unidos enviou uma carta a Lula anunciando a imposição da tarifa de 50% sobre todos os produtos brasileiros a partir do dia 1º de agosto. Já em 30 de julho, Trump assinou uma ordem executiva determinando a taxação, mas excluindo quase 700 produtos da lista, que entra em vigor nesta quarta-feira (6).

Foto: Daniel Torok/White House
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Neste tempo, não ocorreram recuos ou avanços consideráveis. Os dois presidentes sequer conversaram sobre o assunto. As negociações são realizadas por outros representantes dos dois governos.
Entre outras razões, o governo norte-americano cita o que chama de práticas comerciais “injustas” do Brasil na utilização do sistema de pagamentos instantâneo, o Pix.
O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou, nesta terça-feira (5), que não pretende ligar para Trump para tratar das tarifas impostas aos produtos brasileiros, mas que vai convidá-lo para participar da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), marcada para novembro, em Belém (PA).
“Eu não vou ligar para o Trump para conversar nada porque ele não quer falar. Mas eu vou ligar para o Trump para convidar para a COP30 para saber o que ele pensa da questão climática”, disse Lula durante a abertura da 5ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), o Conselhão, no Palácio Itamaraty, em Brasília.
No Conselhão, o presidente brasileiro ainda reafirmou sua disposição ao diálogo e à negociação, mas disse que é preciso do apoio dos empresários. Entidades que representam setores afetados pelo tarifaço têm feito reuniões com frequência.
Produtos taxados
Entre os setores que serão mais impactados, está o calçadista. O tarifaço também vai afetar a exportação de café, de carne bovina e de móveis.
Ao todo, a lista de exceções soma 694 produtos. Petróleo, combustíveis, suco e polpa de laranja, minérios, fertilizantes, motores, peças, componentes e aeronaves civis estão entre os produtos que ficaram de fora da sanção adicional de 50%. Mesmo assim, itens importantes da pauta de exportação do Brasil para os EUA, como café e carne bovina, tiveram a taxação confirmada.
Confira a lista dos principais produtos que receberam isenção:
- Aeronaves, peças, motores, subconjuntos e até simuladores de voo;
- Veículos de passageiros — como sedans, SUVs, minivans e vans de carga — além de caminhões leves;
- Castanhas-do-brasil com casca, frescas ou secas;
- Polpa e sucos de laranja;
- Petróleo;
- Minério de ferro, aglomerado e não aglomerado;
- Minério de estanho e concentrados;
- Matérias-primas de alumínio, silício, óxido de alumínio, potassa cáustica;
- Fertilizantes;
- Insumos para papel, papelão, celulose, artefatos de papel/papelão.
Clique aqui e confira a lista na íntegra.
(*) Com informações da Agência Brasil
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