Entre pratos decorados, cerâmicas e quadros, uma tromba de elefante, possivelmente asiático, era exibida na parede de um antiquário, no Rio de Janeiro — até ser encontrada e apreendida pela Polícia Federal.

Foto: Polícia Federal
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O objeto inusitado foi encontrado na terça-feira (9), após as autoridades receberem a informação de que a tromba poderia ser vendida. Quando a Polícia Federal fiscalizou o antiquário, o dono não apresentou documentação autêntica que comprovasse que a origem da peça estava dentro da lei.
No Brasil desde 1940?
Já Augusto Caldeira, dono do antiquário, negou que a tromba de elefante tenha uma origem irregular e que ela estava há anos no estabelecimento, em nota enviada ao portal g1. Inclusive, ele afirmou que o artefato era exposto há cerca de 15 anos.
Segundo Augusto Caldeira, a tromba foi comprada em 2009, em uma casa na Praia da Cocota, em um lote maior. Junto, ele adquiriu cadeiras, mesas e bancos. “O histórico de origem da peça aponta que ela está no Brasil desde 1940”, escreveu.
Os elefantes asiáticos (Elephas maximus), espécie a qual a tromba possivelmente pertencia, são classificados como ameaçados de extinção conforme a Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas do IUCN. Os principais fatores para isso é o comércio ilegal, assim como a perda do habitat, conflitos com humanos.
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Tromba encontrada, apreendida e analisada
A tromba foi apreendida pela PF para que uma análise pericial seja feita. “O objetivo é confirmar a natureza, a espécie do animal e demais características relevantes para a investigação”, afirma.
Ela também se tornou foco de um inquérito, aberto para esclarecer a origem dela, a forma como chegou no Brasil, de quem era antes, a possibilidade de haver uma documentação relacionada à importação e as circunstâncias de exposição ou oferta à venda no antiquário.