Os brasileiros que já possuem a Carteira de Identidade Nacional (CIN) podem viajar para mais de cinco países que fazem parte ou são associados ao Mercosul (Mercado Comum do Sul), sem usar precisar de um passaporte.

Foto: Ascom INSS/Reprodução
Essa é uma das vantagens de usar a nova carteira de identidade, que substitui o antigo Registro Geral (RG). Para quem ainda não fez, a primeira via da CIN é gratuita e o documento possui versões tanto física quanto digital.
Na sexta-feira (29) passada, o ministro das Relações Exteriores Wellington Lima assinou o documento que autoriza o Acordo sobre Documentos de Viagem do Mercosul. O acordo inclui a CIN do Brasil como um documento válido para o trânsito regional sem necessidade de passaporte.
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Como e para onde é possível viajar com a CIN fora do Brasil
Com a CIN, é possível viajar para turismo, sem ter o passaporte, em países que fazem parte do bloco Mercosul, como os seguintes: Argentina, Uruguai, Paraguai, Peru, Bolívia, Equador, Chile, Panamá e Colômbia.*
No final de 2025, um acordo entre Brasil e França aboliu a necessidade de um visto para entrar na Guiana Francesa. Para o Suriname, que é associado ao bloco, é preciso ter a carteira de identidade válida e um Entry Fee. Desde 2022, o país pede que uma taxa seja paga para o turismo.
Para ter informações mais precisa, é importante se informar nas embaixadas oficiais dos países ou no site do Ministério das Relações Exteriores.
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Segundo a Polícia Federal de Santa Catarina (PCSC), é necessário ter o documento físico, em bom estado e com emissão inferior a 10 anos. Não são aceitos outros documentos, como a CNH ou registro da OAB, CRM e até certidões de nascimento. Após a entrada, o turista pode ficar por até 90 dias.
A nova carteira identidade possui os dados visuais estruturados conforme o regramento internacional, segundo o governo federal, e tem o mesmo código usado nos passaportes, uma zona legível por máquina (MRZ).
Esse código permite que o documento seja lido e aceito nos países em que o Brasil possui um acordo de viagens como, por exemplo, os do bloco do Mercosul. Já nos demais, a CIN não substitui o passaporte.
*As informações foram checadas no site do governo federal brasileiro e dos países citados.