*Aviso: Essa matéria aborda temas como suicídio e depressão. Se precisar de ajuda ou conhecer alguém que necessita, busque ajuda. Os contatos estão no final da matéria.
O influenciador Felca, que viralizou ao falar sobre a adultização, foi para as redes sociais fazer um apelo e deixar uma mensagem importante: “Você não está sozinho”.

Foto: Redes Sociais/Reprodução
Felca começou o vídeo alertando para o grande número de suicídios que acontecem no mundo. Em 2019, mais de 700 mil casos foram registrados em todo o mundo, conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS). E eles podem ser subnotificados. Com isso, a estimativa é que passem de 1 milhão.
No Brasil, a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) afirma que 14 mil pessoas tiram a própria vida por ano. Em média, são 38 por dia.
“Você é uma pessoa com qualidades únicas. Você é plenamente capaz de sanar as suas dores. Acredite em você e no poder do tempo, ele cura tudo”, disse Felca no vídeo. “Você não está sozinho. Você está muito mais acompanhado e é muito mais amado do que imagina.”
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Um problema de saúde pública
O suicídio é um importante problema de saúde pública. “Sabe-se que praticamente 100% de todos os casos estavam relacionados às doenças mentais, principalmente não diagnosticadas ou tratadas incorretamente”, afirma a ABP.
“A maioria dos casos poderia ter sido evitada se esses pacientes tivessem acesso ao tratamento psiquiátrico e informações de qualidade”, explica.
Há como conseguir ajuda de graça. O atendimento é oferecido de maneira gratuita no Sistema Único de Saúde (SUS), na Rede de Apoio Psicossocial, que pode ser composta de: Unidade Básica de Saúde (UBS), Centro de Atenção Psicossocial (Caps). Para mais informações, procure orientação na clínica da família mais próxima.
“Absolutamente tudo pode ser resolvido se você estiver vivo”, disse Felca no vídeo. Nos comentários, diversas pessoas comentaram sobre as experiências pessoais. “Eu saí do ‘buraco’ e hoje ajudo outras pessoas a fazerem o mesmo”, escreveu uma mulher.
“Neste setembro amarelo, lembre-se: acolhimento salva”, escreveu Felca.
Como ajudar
Se reconhecer que uma pessoa está passando por um momento difícil, há algumas maneiras de ajudar, conforme a ABP.
Em uma conversa, ouça a pessoa com atenção ao que ela está sentindo. Não julgue ou tenha preconceitos, também evite dar conselhos como “você precisa sair mais de casa” ou “você precisa esquecer isso”.
É importante demonstrar que é alguém de confiança e não fazer comparações. Também não mude de assunto, nem faça comentários como “se anime” ou “vai ficar tudo bem”. Evite rir ou fazer piadas e não hesite em questionar aberta e diretamente a ideia do suicídio. Para isso, é possível usar o questionamento: “Você pensa em morrer?”.
As ações que salvam vidas
Existem ainda algumas ações que podem salvar vidas. Dentre elas:
• Acompanhe a pessoa em psiquiatra ou psicólogo
• Encaminhe ela ao serviço médico e peça ajuda a um profissional de saúde
• Não deixe a pessoa sozinha
• Portas não devem ser trancadas
• Fique atento aos sinais
• Não deixe a pessoa perto de meios letais, isso reduz o risco imediato
• Acredite em ameaças
É importante lembrar que o impulso para o suicídio é transitório e pode durar minutos ou horas. “Por isso, a ação imediata é tão importante”, descreve a ABP e o Conselho Federal de Medicina (CFM) na cartilha de prevenção ao suicídio.
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Fatores de risco
Algumas pessoas que precisam de ajuda podem não falar sobre. No entanto, existem fatores de risco. Como:
• Diagnóstico de doença psiquiátrica
• Tentativa prévia de suicídio
• Histórico familiar de comportamento suicida
• Presença de outros comportamentos auto lesivos
• Abuso de dependência de álcool e outras drogas
• Abuso sexual na infância
• Comportamento impulsivo
Há também algumas frases que as pessoas que precisam de ajuda falam:
• Que gostariam de sumir
• Que não aguentam mais viver
• Que não tem mais esperança
• Que nada mais faz sentido
• “Sinto uma dor que não passa”
A ABP alerta que nem todos que passam por esses estágios podem tirar a própria vida, mas o ideal é procurar ajuda. Principalmente se está passando por isso ou conhece alguém que está com sintomas como tristeza, desânimo, mudança de apetite, de sono, de humor, entre outros.
O suicídio é uma emergência médica. Em casos de tentativas, ligue 192 para ter atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Onde procurar ajuda?
O Centro de Valorização da Vida (CVV) realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, e-mail e chat 24 horas por dia.
O CVV tem cerca de 3 mil voluntários e atende aproximadamente 8 mil ligações por dia.
Telefone do CVV: 188
Busque ajuda psiquiátrica e psicológica de graça pelo SUS. Procure orientação na clínica da família mais próxima da sua casa.
Para mais informações sobre Setembro Amarelo e saúde mental, entre no site oficial da campanha setembroamarelo.com.
Veja o vídeo do Felca: