O zelador de um prédio na Bahia é suspeito de agredir uma moradora e o edifício. O crime aconteceu em Rio Vermelho, Salvador.
Osvaldo Conceição foi preso em flagrante. Ele deixou o Hospital Geral do Estado (HGE) na quinta-feira (28) após se ferir ao fugir do local do crime.
Agora, Conceição será encaminhado para uma unidade prisional e passará por audiência de custódia nesta sexta-feira (29).

Foto: Redes sociais
A professora Núbia Pimentel, de 41 anos, vítima do ataque, segue internada em estado grave, em coma induzido.
O crime
O caso, ocorrido na quarta-feira (27), é investigado como tentativa de feminicídio e dano qualificado por uso de substância inflamável.
Segundo informações do g1, moradores relataram que o crime pode estar relacionado a discussões sobre uma possível substituição do funcionário, tema que teria sido abordado em um grupo de mensagens do condomínio do qual o zelador participava.
Câmeras de monitoramento
- As câmeras de monitoramento do prédio registraram a sequência dos eventos.
- Às 5h25 da quarta-feira, o zelador chegou cambaleando ao condomínio, onde circulou até 5h29.
- Após se ausentar, retornou às 6h21 em uma motocicleta, trazendo um galão de combustível.
- Às 6h34, entrou no elevador com o galão e, um minuto depois, as câmeras captaram uma explosão seguida de muita fumaça.
- Às 6h51, o suspeito voltou ao playground e pulou para a garagem.
O momento exato da invasão ao apartamento e da agressão à moradora não foi registrado, pois não há câmeras nos corredores dos andares. Osvaldo trabalhava no local há mais de dez anos e residia com sua família em um anexo do edifício.
Denúncia contra o zelador
Em janeiro deste ano, a vítima havia formalizado uma denúncia contra o zelador no livro de ocorrências do condomínio. “Gostaria de relatar que fui assediada pelo zelador deste prédio. Ele me mandou a mensagem: ‘vamos tomar um vinho?’, tomando uma liberdade que nunca dei”, escreveu ela na queixa datada de 13 de janeiro.
Existem versões divergentes sobre as providências tomadas após a denúncia. O síndico afirma que a moradora teria solicitado apenas uma advertência formal ao funcionário, sem necessidade de demissão.
Uma amiga da vítima, entretanto, declarou à TV Bahia que a professora conversou com o síndico da época, mas nenhuma medida efetiva foi implementada além do registro no livro de ocorrências.
A amiga também mencionou que a moradora mostrou as mensagens para a esposa do suspeito, que não acreditou na denúncia.
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