O frio volta a atingir o Brasil, trazendo temperaturas perigosas para a saúde em parte do País, como no Rio Grande do Sul, segundo um alerta vermelho, que virou laranja, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). E o perigo não é apenas para humanos, alertam os médicos veterinários.
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Foto: Céline |/Pexels
“Ao contrário do que muita gente pensa, os pets sentem frio, sofrem com ele e podem adoecer, caso não sejam devidamente protegidos”, explica o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado (CRMV-RS).
Doenças
Um dos riscos do frio intenso é o aparecimento de doenças respiratórias. Nos cães, a traqueobronquite infecciosa canina é mais comum. Os sintomas são tosse, espirros, secreção nasal e ocular, prostração, inapetência e febre.
Já nos gatos, é o complexo respiratório felino. Dentre os sinais, estão a secreção nasal e ocular, espirros, pneumonia, conjuntivite, febre, letargia, falta de apetite e úlceras na língua.
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Hipotermia
Além das doenças, os pets também podem sofrer com a hipotermia, que pode levar os animais à morte. “Assim como ocorre entre os humanos, a queda da temperatura corporal de cães e gatos pode ser fatal”, afirma o médico veterinário Diego Souto ao CRMV-RS.
Os sintomas são tremores, letargia, sonolência, redução da frequência cardíaca e alguns animais podem ficar desorientados. “O tutor pode notar as pontas das orelhas geladas e temperatura retal inferior a 36,5ºC”, relata.
7 dicas para proteger os pets do frio
• Mantenha o pet quente, mas cuidado com as roupas
Os pets devem ser mantidos aquecidos durante o inverno e as roupas podem ajudar nisso. Entretanto, elas não são recomendadas para os animais que possuem pelo longo ou são alérgicos, já que pode causar nós ou alergias.
O uso de roupas é recomendado quando as temperaturas estão abaixo dos 17ºC, segundo o CRMV de São Paulo.
• Não usa roupas? Há solução
Para os pets que não usam roupas, principalmente os gatos, o indicado é deixar disponíveis caminhas mais quentes, cobertores e até bolsas de água quente.
• Atenção para os banhos
O ideal é reduzir a frequência de banhos durante as temperaturas mais geladas para os pets que não têm problemas de pele.
• Horário dos passeios
Já os passeios não devem parar, mas o ideal é que os animais sejam levados para passear em horários mais quentes e menos úmidos do dia.
• Vacinas em dia
Uma forma de prevenir o aparecimento de doenças com o frio é manter os pets com as vacinas em dia.
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• Água fresca e aumente a quantidade de ração
Não esqueça de manter a água do pet limpa e fresca, além de aumentar entre 10% e 20% da quantidade de ração dele, segundo o CRMV-SP.
• E a tosa?
O CRMV-SP também indica que as tosas sejam evitadas durante os períodos de frio. “Os pelos são uma barreira protetora e ajudam a regular a temperatura corporal”, explica.
Frio é perigoso para humanos
O frio extremo, como o que chega ao Rio Grande do Sul ainda nesta quarta-feira (28), pode prejudicar a saúde também dos humanos, causando ou piorando problemas de saúde, e até a hipotermia. Dentre os cuidados para se proteger, estão se manter aquecido com uso de cobertores e agasalhos quentes, deixar os ambientes arejados, entre outros.
*As informações descritas acima são apenas para fins de educação. Caso o pet apresente qualquer sintoma, ou se houver dúvida, o recomendado é consultar com um médico veterinário.