Investigação contra um esquema de transporte e distribuição de drogas em larga escala, envolvendo as duas maiores facções gaúchas, resultou na prisão de ao menos 43 criminosos nesta quinta-feira (27).
A operação desencadeada nesta manhã [veja vídeo ao final desta reportagem] tem como principal alvo de prisão preventiva o líder do negócio criminoso, que pessoalmente coordenava as operações logísticas e financeiras do esquema.

Foto: Polícia Civil/Reprodução
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Também são alvos seus gerentes e laranjas, assaltantes de banco, homicidas, e duas outras lideranças de primeiro e segundo escalão da facção do Vale do Sinos e do bairro Bom Jesus, em Porto Alegre.
Segundo a investigação, a atuação dos criminosos indica a existência de um consórcio para a distribuição das drogas e para lavagem de dinheiro.
Até o começo da manhã, foram apreendidas várias toneladas de drogas na operação, conforme o delegado Alencar Carraro, diretor de Investigações do Denarc.
Além disso, as equipes da Polícia Civil localizaram um fuzil calibre .556, pistolas, munições de calibres distintos e mais de 100 mil reais, revela o delegado Rafael Liedtke, da Delegacia de Repressão à Lavagem de Dinheiro.
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No Rio Grande do Sul, são cumpridos mandados em nove cidades:
- Porto Alegre
- Canoas
- Caxias
- Santo Antônio da Patrulha
- Taquara
- Cachoeirinha
- Charqueadas
- Alvorada
- Arroio do Meio
As buscas também são realizadas em Santa Catarina (Jaraguá do Sul, Camboriú e São José), Rio de Janeiro (Rio de Janeiro), Minas Gerais (Salinas) e Rondônia (Porto Velho), com diligências ainda em São Paulo e na Bahia.
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Operação Spotlight
Ao todo, a Justiça autorizou 153 medidas cautelares pela Vara Estadual de Organizações Criminosas e Lavagem de Dinheiro, sendo: 53 prisões preventivas, 54 bloqueios de contas bancárias, 2 sequestros de imóveis, 8 veículos com ordem de busca.
A indisponibilidade de ativos pode chegar a R$ 1,5 milhão. Entre os carros, LR Evoque, Porsche Macan, Toyota Hilux, Ford Ranger, Tucson, Amarok.
Além disso, houve o bloqueio de R$ 39,3 milhões dos investigados.
Lavagem de dinheiro
A organização criminosa agia lavando dinheiro por meio do sistema financeiro e através da compra de veículos de luxo, imóveis e integração em empresas e uso de transportadoras para o transporte de entorpecentes.
“As movimentações no sistema bancário eram mediante dissimulações estruturadas, pulverizações, smurfings, fracionamentos, triangulações, uso de contas de terceiros, contas de passagem (depósitos e saques rápidos), remessa de valores a outros estados”, descreve a investigação.
Conforme a Polícia Civil, os valores circulavam entre os líderes, gerentes, operadores de outras cidades e estados do Brasil, ligados ao tráfico, e demais laranjas.
O que chamou a atenção dos investigadores foi “o recrutamento de vários indivíduos com antecedentes graves como tráfico, homicídios e roubos para a pulverização em diversas contas mediante valores baixos, estes conectados a gerentes e líderes, em sucessivas transações, mas que no montante eram valores milionários, demonstrando a expertise para evitar detecções dos órgãos fiscalizadores”.
Durante a investigação ainda foi constatada a venda de laudos toxicológicos falsos para caminhoneiros por parte da quadrilha.
Veja o vídeo
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