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CRIME

Acusada de matar mulher grávida para ficar com bebê irá a júri popular

Crime aconteceu em Porto Alegre e chocou pela crueldade

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Publicado em: 10/03/2026 às 11h:27 Última atualização: 10/03/2026 às 17h:28
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A mulher acusada de assassinar uma gestante de 25 anos para lhe roubar o bebê, em outrubro de 2024, vai a júri popular.

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A sentença de pronúncia foi assinada na última sexta-feira (6), pelo juiz Felipe Zabeu Vasen, da 1ª Vara do Júri de Porto Alegre.

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Primeira audiência havia acontecido em fevererio de 2025 | abc+



Primeira audiência havia acontecido em fevererio de 2025

Foto: Renata Bencke/ TJRS/ARQUIVO

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A ré, que permanece presa preventivamente, responderá por homicídio qualificado, com as circunstâncias de motivo torpe, meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e para assegurar a execução de outro crime, além da agravante por se tratar de vítima grávida. Também responderá pelos crimes conexos de aborto sem o consentimento da gestante, ocultação de cadáver e parto suposto — dar parto alheio como próprio.

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Ainda não há data definida para a realização do julgamento.

Crime brutal

O crime aconteceu em 14 de outubro de 2024, no bairro Mário Quintana, em Porto Alegre. A víitma, Paula Janaína Ferreira Mello, grávida de nove meses, foi atraída até o apartamento da acusada, sob o pretexto de receber doações para o enxoval.

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De acordo com a investigação, a vítima foi brutalmente morta com golpes na cabeça e teve o feto extraído do ventre. O corpo de Paula foi escondido sob uma cama, enquanto a suspeita se deslocava a um hospital da região simulando ter dado à luz em casa.

A farsa, no entanto, foi desmascarada por exames clínicos que comprovaram que a mulher não havia estado em trabalho de parto, levando à sua prisão.

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Em fevereiro de 2025 foi realizada a primeira audiência de instrução do caso, quando 12 testemunhas ouvidas.

“A primeira audiência na Justiça teve muita emoção, muito choro e foi difícil em alguns aspectos emotivos porque, das 12 testemunhas, quatro eram familiares da vítima e também porque o fato é recente”, disse na época a promotora Lúcia Helena Callegari, responsável pela denúncia deste caso.

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