Vai a júri nesta quinta-feira (6) Alexsandro Alves Gunsch, de 48 anos, acusado de matar a companheira, a personal trainer Débora Michels Rodrigues da Silva, 30, em 26 de janeiro de 2024. O corpo dela foi abandonado em frente à casa dos pais, em Montenegro.

Foto: Reprodução
Gunsch é acusado de feminicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Ele foi preso um dia depois do crime e atualmente está detido na Penitenciária Estadual de Canoas I.
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Durante o júri serão ouvidas sete testemunhas: três de acusação e quatro de defesa.
A juíza Débora de Souza Vissoni, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Montenegro, responsável pelo processo, presidirá a audiência. Na acusação, atuará a Promotora de Justiça Rafaela Hias Moreira Huergo e a Assistente de Acusação Samanta Dannus. A defesa do réu será feita pela advogada Daniela Schneider Couto.
O julgamento será transmitido ao vivo pelo canal do Tribunal de Justiça do Estado (TJRS) no Youtube. A previsão é que a sessão comece às 8 horas de quinta e termine, com a condenação ou não do acusado, na noite de sexta-feira (7).
Em contato com a reportagem, a defesa de Gunsch reiterou que continua com a mesma estratégia, de que houve uma briga entre o casal, ocasionando a agressão e a morte teria sido por acidente. Além disso, afirmaram que aguardam a oitiva do perito que confeccionou a necropsia.
*Atualizada às 17h26
Relembre o caso
O crime aconteceu na madrugada do dia 26 de janeiro do ano passado, na casa onde o casal morava. Segundo a Polícia Civil, na época do caso, Gunsch relatou que teria levantado Debby pelo pescoço e a jogado contra armário, o que resultou na morte por asfixia.
Ele ainda teria afirmado ter colocado a vítima dentro do carro para levá-la ao hospital, mas, quando percebeu que ela estava sem vida, decidiu deixá-la na calçada, na frente da casa dos pais.
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Gunsch estava consternado pelo término do relacionamento com Débby Michels, como era conhecida, e isso teria motivado o crime.