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POLÍCIA

Adolescente de Goiás é investigado por ataque virtual que expôs vítima de abuso sexual do Vale do Sinos

Jovem de 16 anos fez parte de grupo que invadiu sistemas de órgãos públicos do Rio Grande do Sul para vazar conteúdos sensíveis por vingança

Adolescente de Goiás é investigado por ataque virtual que expôs vítima de abuso sexual do Vale do Sinos
Publicado em: 17/12/2025 às 21h:04 Última atualização: 17/12/2025 às 21h:05
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Um adolescente de 16 anos foi alvo de uma operação da Polícia Civil por envolvimento em uma invasão virtual a sistemas de órgãos públicos do Rio Grande do Sul e no vazamento de conteúdos ligados a um crime sexual contra uma vítima do Vale do Sinos. 

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A ação, que se trata da segunda fase da Operação Discordia, conduzida pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosos Organizadas (Draco) de São Leopoldo, ocorreu na cidade de Caldas Novas, em Goiás, nesta terça-feira (16).

Segundo o delegado Ayrton Figueiredo, o jovem era um dos integrantes de um grupo que invadiu os sistemas de Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) e da Secretaria da Segurança Pública do Estado (SSP/RS) e vazou vídeos de uma audiência sigilosa de um caso de abuso sexual em comunidades do Discord. O episódio aconteceu no começo deste ano.

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A exposição foi feita como vingança contra uma adolescente de 17 anos, moradora de São Leopoldo, vítima do crime. Durante as apurações, conforme Figueiredo, foi identificado que o mandante da invasão era o autor da agressão sexual e mantinha vínculos de amizade com os hackers. O homem está preso desde dezembro de 2024. 

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O grupo também é investigado por vender informações sigilosas que foram recolhidas por eles do sistema de consultas integradas da Secretaria.

Busca e apreensão

Na casa do adolescente foram apreendidos telefones, computadores e um videogame que pertenciam a ele. 

A Polícia afirma que foi comprovado durante a investigação que ele cometeu crimes sexuais por meio virtual, pedofilia e venda de dados públicos sigilosos. Por isso, ele está sendo responsabilizado por ato infracional análogo à invasão dolosa de sistema informático, associação criminosa e divulgação de vídeo contendo cenas pornográficas de vítima adolescente.

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Anteriormente, ele já havia sido investigado por pedofilia.

Investigação

A primeira fase da operação aconteceu em junho, com o cumprimento de ordens judiciais no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Além de moradores desses dois estados e do adolescente de Goiás, há integrantes do grupo que cometeu o crime no Distrito Federal.

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Eles são responsabilizados por invadir sistemas da segurança pública, vender dados sigilosos, invadir audiência sigilosa do Poder Judiciário, distribuir pedofilia pela Internet, fraudes processuais e “doxing” (perseguição de vítimas com falsas publicações na Internet para difamação).

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Até a noite de terça-feira, a Justiça não havia decretado a apreensão de nenhum dos adolescentes envolvidos no caso.

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